DROPS SDF #2

 

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Photo by Lauren Mancke on Unsplash

As notícias importantes e dicas sobre moda e comportamento desse mês.

Confira o que separamos no Drops SDF 🙂

Ministério do Meio Ambiente abre vagas para cursos nas áreas produção e consumo consciente

O Ministério do Meio Ambiente – MMA está com inscrições abertas para cursos a distância nas áreas de recursos hídricos, agricultura familiar, mudança do clima, produção e consumo sustentáveis, unidades de conservação, igualdade de gênero e outros temas.

Os interessados devem se cadastrar no site do MMA até o dia 28 de julho e escolher um ou mais cursos, que serão realizados sem tutoria. Até o fim do ano, serão abertas 40 mil vagas, incluindo turmas fechadas, realizadas por instituições parceiras.

“A ideia é que sejam desencadeados processos formativos continuados em todo o território nacional, voltados ao fortalecimento da gestão ambiental e ao enfrentamento das problemáticas socioambientais”, afirma a diretora de Educação Ambiental do MMA, Renata Maranhão.

Inscrições gratuitas deverão ser feitas até 28 de julho | Saiba mais aqui.

Curso “Quem fez minhas roupas” – Fashion Revolution e Universidade Exeter  

O SDF apoia o movimento Fashion Revolution [saiba mais sobre o movimento aqui] e acredita que o primeiro passo para a mudança na indústria da moda é entendermos como, por quem, onde e em que condições nossas roupas são feitas.

E é exatamente como encontrar as respostas para essas perguntas que este curso pretende mostrar. Criado pelo Fashion Revolution e a Universidade Exeter, do Reino Unido, o curso propõe ensinar técnicas bem simples para conhecermos melhor sobre nossas roupas e usar essas descobertas para pressionar a indústria da moda a valorizar as pessoas, o meio ambiente, a criatividade e o lucro em igual medida.

A simples pergunta “quem fez minhas roupas?” nos encoraja a pensar de forma diferente sobre o que vestimos e exige das marcas mais transparência e ações efetivas para mudanças em sua cadeia de suprimentos.

O curso é em inglês e ficará disponível de forma gratuita até 30 de julho |Saiba mais aqui.

O descarte de plástico ameaça contaminar permanentemente o meio ambiente, novo relatório analisa impactos dessa produção

Desde a década de 1950, já foram produzidos 8,3 bilhões de toneladas de plástico e estima-se que deverá atingir 34 bilhões até 2050. Considerando que a maioria dessa produção acaba em aterros sanitários ou poluindo continentes e oceanos um novo relatório descobriu que a quantidade total de plástico produzido vai durar centenas, talvez milhares de anos, uma ameaça direta e permanente para o ecossistema.

Segundo o estudo, grande parte do crescimento da produção de plástico tem sido pelo aumento do consumo de embalagens e recipientes descartáveis. Em 2015, dos sete bilhões de toneladas de resíduos de plástico gerados, apenas 9% foram reciclados, 12% incinerados e 79% foram para aterros ou para o meio ambiente.

E esse impacto também está presente na cadeia alimentar humana, segundo estudo realizado pela Universidade Plymouth, Inglaterra, foram encontrados partículas de plásticos em peixes como bacalhau, cavala, crustáceos e moluscos.

“Estamos sufocando cada vez mais os ecossistemas com plástico e estou muito preocupado que pode haver todos os tipos de consequências adversas inesperadas que só vamos descobrir quando seja tarde demais”, disse Roland Geyer, da Universidade da Califórnia e Santa Barbara , que liderou o projeto.

Confira a matéria completa aqui.

Conheça a Orange Fiber, tecido sustentável feito a partir dos resíduos do bagaço da laranja

Desenvolvido e patenteado na Itália, o tecido Orange Fiber é um material inovador produzido a partir do subproduto de suco de frutas cítricas, o chamado “pastazzo”, que normalmente é descartado.

A Orange Fiber, em comparação a outras fibras feitas a partir de celulose (as de madeira ou de bambu), é uma das melhores alternativas, é um tecido de alta qualidade, com um toque macio e luminoso e pode ser tingido e estampado da mesma forma que os tecidos tradicionais.

Salvatore Ferragamo, primeira marca a utilizar comercialmente a Orange Fiber, lançou uma coleção cápsula de blusas, vestidos, calças e lenços.

Saiba mais aqui.

Quatro novos países ratificaram o Protocolo da OIT sobre Trabalho Forçado 

50 for Freedom é uma campanha liderada pela Organização Internacional do Trabalho e por seus parceiros, a Confederação Sindical Internacional e a Organização Internacional dos Empregadores e tem como objetivo conseguir com que 50 países ratifiquem o Protocolo até o final de 2018.

O tratado internacional visa erradicar todas as formas de trabalho forçado no mundo e, durante a Conferência Internacional do Trabalho que aconteceu em Genebra, recebeu o apoio de mais quatro países: Jamaica, Islândia, Suécia e Dinamarca, levando para 17 o número total de ratificações em todo o mundo.

O Protocolo sobre Trabalho Forçado exige que os governos adotem novas medidas destinadas a prevenir todas as formas de trabalho forçado, incluindo o tráfico de pessoas, e a proteger as vítimas e garantir o acesso à justiça e à compensação.

Cerca de 21 milhões de pessoas são vítimas de trabalho forçado em todo o mundo. A OIT estima que esta exploração gere cerca de US $ 150 bilhões anuais em lucros ilícitos.

Conheça mais sobre a campanha aqui.

Para inspirar | Veja o Documentário “A Simpler Way: Crisis as Opportunity”

O documentário faz parte de um experimento de 12 meses criado pelo projeto “The Simpler Way” e acompanha a criação de uma comunidade na Austrália em que alguns voluntários se juntaram para explorar e aprender a viver de uma forma mais simples em resposta às crises globais.

Ao longo de um ano, o filme documenta o processo de aprendizagem e desafios de viver em comunidade e também explora as questões globais que estamos enfrentando ao entrevistar especialistas no tema, como o co-criador de permacultura David Holmgren, cineasta e ativista Helena Norberg-Hodge, ativista mudança climática David Spratt e muitos mais.

“Temos que lidar com este problema como ele realmente é, e é impressionante e difícil. Fingir, caso contrário, que é um problema leve e fácil, que podemos continuar com os negócios como são, que todos podem continuar a só pensar no lucro, que não terá que mudar muito, se pensarmos assim, significa que não conseguiremos chegar na solução que necessitamos. Precisamos de uma realidade brutal a fim de resolver o problema”, David Spratt, autor do livro Climate Code Red.

Um ótimo documentário para aprender e perceber, através de exemplos, que existem outras maneiras de se fazer as coisas. Não há uma fórmula perfeita, mas há melhores alternativas.

Diretores: Jordan Osmond e Samuel Alexander | Confira aqui (em inglês)

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