Economia Circular e a Indústria da Moda

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Foto: Janko Ferlic | Unsplash

Se pensarmos na maneira como a natureza funciona notamos que não existe desperdício, tudo é aproveitado, é um processo cíclico e harmônico. Agora, se analisarmos como nós, humanos, temos atuado percebemos que nossa abordagem tem sido bem diferente.

Nosso modelo econômico atual é linear, dependemos de grandes quantidades de materiais e energia baratos e de fácil acesso que são processados e transformados em produtos, que logo serão descartados. Segundo o Fórum Econômico Mundial retiramos aproximadamente 65.000 milhões de toneladas de matérias primas ao ano, mas 80% desses materiais se tornam resíduos, o que representa uma perda irrecuperável de cerca de US$2,6 trilhões por ano. Um modelo que se baseia no desperdício e na superexploração de recursos naturais é um modelo insustentável, certo?

Mas a boa notícia é que esse ciclo está sendo quebrado e novos paradigmas estão surgindo, como a Economia Circular. Esse modelo propõe repensar e redesenhar a forma como produzimos e como consumimos, onde tudo possa ser recuperado e reutilizado, como acontece nos ciclos biológicos.

E para entendermos melhor sobre esse tema e sua relação com a indústria da moda, o SDF conversou com a Alice Beyer Schuch e a Tania Gengo fundadoras da ES-Fashion, empresa pioneira na disseminação do conceito de Moda Circular no Brasil. Confira a entrevista abaixo.

1.Primeiramente poderiam contar um pouco sobre vocês e o trabalho da ES Fashion?

Nós, Alice e Tania, nos conhecemos na China e sabemos do lado obscuro que a moda pode seguir… E assim, juntando nossas especialidades – a Alice é mestre em moda sustentável e a Tania é formada em negócios de moda – a ES-fashion surgiu do desejo de usar a moda como uma ferramenta propulsora para o desenvolvimento, não apenas econômico, mas também social e ambiental, disseminando novas perspectivas em que a moda atua, sim, de forma responsável. Para isso, trazemos diversos conceitos vistos na Europa (onde a Alice mora) de forma a ajustar à realidade brasileira (onde a Tania mora). Entre os serviços da ES, estão a consultoria a empresas rumo a circularidade, a elaboração de pesquisas, treinamentos e cursos, e ainda a internacionalização, apresentando as marcas brasileiras sustentáveis ao mercado europeu.

2. O que é economia circular e como ela é aplicada na moda?

A Economia Circular é um sistema restaurativo e regenerativo por design. Isso quer dizer que quando desenvolvemos produtos, lá em sua fase embrionária, já pensamos em desenvolvê-los de forma a não prejudicar (ou até beneficiar) ao final de seu ciclo inicial o nosso capital social e natural – pessoas, água, energia, recursos. Além disso, se sugerem novos modelos de negócios para manter estes itens em uso por mais tempo para que o valor investido em sua produção não se perca após essa primeira fase. 

 Na moda, isso se aplica diretamente na melhor seleção de têxteis, escolhendo alternativas de menor impacto por exemplo, como as fibras orgânicas ou ainda recicladas. Podemos também incluir estratégias de design que favoreçam o uso contínuo ou por mais tempo de peças, suas partes e materiais utilizados. Ou ainda, aplicamos um modelo de negócio que promova trocas, compartilhamento e similares. A ideia é buscar alternativas que reduzam essa pressão sobre pessoas e total dependência em nossos recursos virgens.

3. Porque é importante pensarmos nesse modelo? E quais são os principais desafios?

A moda convencional é uma indústria que exige muito e impacta irresponsavelmente pessoas e a natureza. Em um modelo circular, onde uma visão holística é fundamental, percebemos nossas interferências e buscamos abordá-las de forma a eliminar estes impactos negativos.

Entre os desafios de se aplicar um conceito tão amplo, a mudança de mindset talvez seja o mais desafiador. Por parte empresarial, é necessário pensar de forma inovadora e disruptiva. Nosso modelo pós revolução industrial não irá trazer as respostas e soluções à essas novas questões. Além disso, é relevante se trabalhar em parcerias, dividindo informações, buscando apoio mesmo entre os assim-chamados “concorrentes” para que se saliente o poder de mudança de um grupo. Por parte do consumidor, como figura importantíssima para fechar os ciclos, por exemplo, a mudança de mentalidade e hábitos também se faz necessária. Deixaremos de ser consumidores e nos tornaremos usuários de moda… E isso envolve repensar e reavaliar nossos velhos padrões de consumo, de necessidade de ter, de compra por impulso, de ver o passeio no shopping como o momento de relax da semana…

4. Qual o papel que o design, a tecnologia, as empresas e os consumidores desempenham na realização dessa prática na moda?

O design, como o próprio conceito de EC diz, é o ponto inicial deste processo. Se produzimos algo sem um pensamento cíclico, teremos, muito provavelmente, dificuldades em reaproveitar este item dentro deste novo sistema, e o mesmo acabará sendo descartado em algum momento. A tecnologia é o que permite a aplicação de novas alternativas, seja no desenvolvimento de novos materiais ou fibras como na realização de mundos digitais que conectam mais facilmente os consumidores ou oferecem produtos de forma virtual. As empresas são o meio pelo qual inovação chegará ao usuário, mas nessa nova perspectiva, todos nós podemos nos tornar agentes de mudança e empreendedores. Grandes exemplos de moda circular estão sendo sugeridos por start-ups que já nasceram com a sustentabilidade em seu DNA. Por fim, os consumidores – que preferimos chamar usuários de moda – tem o poder de decisão quando de sua escolha por um ou outro produto, um ou outro sistema. Mesmo assim, muitos ainda não estão conscientes de seu papel, e nunca estarão. Para esses, o sistema deverá ser desenvolvido em paralelo e eles acabarão por fazer parte de forma automática, inconsciente, “indolor” (sem concessões ou sacrifícios).

5. Como as marcas e empresas do setor da moda estão adotando a economia circular em seus negócios? Poderiam nos dar alguns exemplos concretos dessa prática?

Existem muitas frentes que podem ser abordadas. Temos visto muitos materiais e processos alternativos surgindo, como couros de cogumelo ou chá, fibras de alga ou de descarte de outros setores como as cascas da laranja, ou ainda tingimento com bactérias, sem água e sem químicos tóxicos, curtimento com folha de oliveira. Existem também empresas apostando no reuso de descarte têxtil pré ou pós consumidor para a produção de novos itens de moda ou investindo em novos negócios de compartilhamento, de reuso e manutenção de roupas que já estão circulando por aí. Em todos estes aspectos, é relevante para as empresas a provisão de informação clara e objetiva sobre o que tem sido feito, como e por quem, mostrando o caminho trilhado e ainda os próximos passos a serem adotados.

6. Como vocês analisam o cenário na Europa sobre esse tema e no Brasil? E o que podemos aprender com os países que já estão mais atuantes nesse setor?

A Europa já vem oferecendo moda com baixíssimo impacto há mais de 40 anos e tem usuários muito mais predispostos a participarem dessas mudanças. Além disso, o apoio a pesquisa e desenvolvimento científico, por exemplo, ou a novos programas de impacto positivo já são o status-quo.

Quando comparamos com o Brasil, ainda estamos atrelados culturalmente à necessidade de ter mais pelo menor preço (mesmo que a qualidade não compense) e preferencialmente a mudar sempre – o carro do ano, o telefone de lançamento, a roupa da vitrine. A grande diferença é que não existem estruturas no Brasil que recolham esse material de forma a possibilitar o seu reaproveitamento. E tudo acaba indo para o lixão – com exceção de nosso belo exemplo de reciclagem de latas de alumínio! O que o Brasil deve fazer, é estar atento à estas mudanças e aplicar de forma adaptada a sua realidade sem esperar pelo apoio de iniciativas públicas, trabalhando de forma conjunta com diferentes stakeholders. A união faz a força, não é mesmo?

7. Para vocês qual o futuro da moda?

A moda no futuro se tornará algo misto, onde a tecnologia e desenvolvimento existirão a favor da natureza e das pessoas e gerará novos setores, novos tipos de trabalho e consequentemente novas formas de movimentação financeira. A democratização de uma moda sustentável, sem tóxicos, impactos negativos, de alta circulação e benéfica socialmente será o padrão oferecido. Grandes alterações poderão também ser vistas no sistema educacional, onde as mudanças deverão ser aplicadas de forma dinâmica e efetiva, instigando a criatividade investigativa mais que o seguimento de padrões e tendências, a cor da estação!

8. Para quem quiser saber mais sobre economia circular poderiam dar sugestões de livros e/ou sites?

Fundação Ellen MacArthur tem feito um trabalho exemplar em muitos setores. Suas inúmeras publicações nos dão uma base claríssima das possibilidades deste novo sistema, inclusive com estudos sendo iniciados na área de moda. No Brasil, temos a Exchange 4 Change fazendo um trabalho voltado exclusivamente para nosso país, que acaba de lançar o primeiro livro em português sobre o tema. Leitura fundamental também são os livros Cradle to Cradle, The Upcycle e ainda Waste to Wealth que, apesar de não serem específicos para a moda, nos abrem o olhar para uma visão holística e sistêmica de nossas ações. O site da ES ainda tem uma biblioteca onde atualiza regularmente publicações do Brasil ou traduzidas sobre o assunto.

Para saber mais sobre ES-Fashion e acompanhar seus projetos acesse o site: http://es-fashion.net/  e acompanhe seu Blog e Instagram.

 

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Agenda Julho

Post Eventos Junho

No dia 03 de julho o SDF participará do painel “A moda sustentável, um novo agir ao se calçar e se vestir” juntamente com a Eloísa Artuso e Fernanda Simon, da UN Moda Sustentável, e a Lia Spínola, do Instituto Ecotece. O painel faz parte da programação da Feira Francal 2017 que acontece nos dias 02 a 05 de julho no Expo Center Norte em São Paulo.

Além disso, separamos vários eventos bacanas que também acontecerão neste mês. Confira a agenda de julho 🙂

SÃO PAULO

02.07 | Feira Trocaí no Mixcelânia | 11h às 19h | Local: Mixcelânea – R.Mourato Coelho,972, 05417001 São Paulo | Valor: Gratuito |Saiba mais

03.07 | Francal – Painel: A moda sustentável. Um novo agir ao se calçar e se vestir com Michelle Narita, Slow Down Fashion, Eloísa Artuso e Fernanda Simon, UN Moda Sustentável, e Lia Spínola, Instituto Ecotece | 19hrs | Local: Palco Tulipa – Expo Center Norte – Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme | Valor: Gratuito | Saiba mais

06.07 | Brechó Reciclô | a partir das 19h | Ipo Bar – Rua Mota Paes, 32, Lapa | Valor: Gratuito | Saiba mais

08.07 | Feira de Expositores Jardim Secreto no Fest ContraPedal | 14h | Local: Centro Cultural São Paulo  – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso | Valor: Gratuito |Saiba mais

22.07 | Oficina de Bordado Livre, Bastidores Compostos por @contra.ponto | 13h às 16h30 | Local: Espaço Manufatura – R. Rodrigo Vieira, 172 – Jardim Vila Mariana | Saiba mais

BELO HORIZONTE

01.07 | Mega Feira Encontro de Brechós BH | 9h às 18h | Local: Rua Tapirapecó, 1038 – Gameleira | Valor: Gratuito |Saiba mais 

08.07 | Breshop – Encontro de Brechós e Bazares de BH | 09h às 17h | Local: Rua Jaceguai, 331, Prado | Valor: Gratuito com inscrição prévia | Saiba mais

RIO DE JANEIRO

Até 02 de julho | Pop up da Malha convida Lucid Bag | 10h às 22h | Local: Rio Design Leblon – Avenida Ataulfo de Paiva, 270 – Leblon | Valor: Gratuito |Saiba mais

RECIFE

02.07 | Mercado Ourela – Feira Colaborativa | 15h às 19h | Local: Marco Pernambucano Da Moda – Rua Da Moeda | Valor: para participação das trocas e oficinas prévia inscrição aqui | Saiba mais 

 

> Sabe de algum evento que acontecerá em sua cidade e que incentiva o consumo consciente e a produção local?  Então, escreva para a gente que incluiremos na agenda de eventos do mês <<

DROPS SDF #1

Untitled design

Quer saber as principais notícias e dicas sobre moda e comportamento desse mês?

Confira o que separamos no Drops SDF 🙂

Programa Sebrae Moda Sustentável 

O Sebrae Rio de Janeiro selecionará 40 microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas do setor da moda – dos segmentos de vestuário, acessórios em couro, calçados, bijuterias e jóias para participarem do programa Sebrae Moda Sustentável.

O objetivo do programa é fomentar e incentivar a adoção de boas práticas sustentáveis no setor, estimulando a competitividade e a inovação dos pequenos negócios de moda no mercado.

Duração: 15 meses (de julho de 2017 a setembro de 2018). Inscrições até: 26 de junho no site do Sebrae. Mais informações aqui.

Google lança plataforma sobre moda e cultura, o We Wear Culture

Desenvolvido pelo Google Arts & Culture a plataforma permite explorar moda, arte, comportamento e cultura através de um acervo gigantesco que contém filmes raros e milhares de imagens que contam três mil anos de história. O projeto é fruto de colaboração com mais de 180 instituições culturais em 42 países, inclusive o Brasil.

Prepare-se para ficar horas explorando esse acervo virtual onde é possível navegar pelas histórias das celebridades e estilistas mais influentes, conhecer os movimentos que surgiram  na Corte de Versalhes até às ruas de Tóquio, descobrir a origem e história das peças que usamos e o impacto na moda, da economia e a criação de empregos até o empoderamento de comunidades.

São mais de 400 exposições e histórias online que compartilham um total de 30.000 fotos, vídeos e outros documentos, Quatro experiências de realidade virtual com peças icônicas da moda e mais de 40 locais com acesso aos bastidores no Google Street View

A plataforma Google Arts & Culture é gratuita e está disponível na web, e no aplicativo para iOS e Android.

H&M, Zara e Mark & Spencer são algumas marcas ligadas à fábricas de viscose altamente poluidoras na Ásia, segundo relatório da Fundação Changing Markets

Apesar da viscose ser considerada uma alternativa sustentável ao algodão e ao poliéster, pois é feita de celulose ou polpa de madeira, a maioria das viscoses modernas são produzidas com um alto índice de químicos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

Uma investigação realizada pela Fundação Changing Markets visitou 10 fábricas na China, Índia e Indonésia, e encontrou danos ambientais graves, incluindo a poluição da água por resíduos contaminados não tratados e poluição do ar. A produção de viscose nessas regiões está contaminando a água fornecida a toda a população e aumentando a possibilidade de risco de câncer.

As marcas alegadas pelo relatório a partir dessas fábricas incluem H & M, Inditex (o proprietário de Zara), Marks & Spencer e Tesco. Segundo o jornal The Guardian, a maioria das marcas contactadas pelo jornal reconheceu que os impactos da produção de viscose são um problema de toda a indústria e dizem que estão explorando maneiras de produzir de forma mais responsável.

Além da contaminação da água, o relatório aponta que a produção de viscose também utiliza químicos pesados – dissulfureto de carbono – que está prejudicando tanto os trabalhadores das fábricas quanto as pessoas que vivem perto delas. Essa toxina tem sido associada a doença cardíaca coronária, defeitos congênitos, doenças da pele e câncer. Outros produtos químicos tóxicos utilizados na produção de viscose incluem hidróxido de sódio (soda cáustica) e ácido sulfúrico.

Confira a reportagem aqui e aqui.

Italiano cria couro feito a partir dos resíduos da produção de vinho

Designer italiano, Gianpiero Tessitore, criou o Wine Leather® (Couro de Vinho), um tecido tão maleável e durável como o couro feito com peles de animais. Após dois anos de estudo e testes o designer conseguiu criar o tecido prensando as fibras vegetais das casas e sementes de uva.

O Wine Leather® é o primeiro produto da empresa VEGEA Company, fundada por Gianpiero em janeiro de 2016 e pode ser usado para fabricação de bolsas, calçados, revestimentos de móveis e para tudo mais que o couro convencional é usado atualmente.

Confira a matéria completa aqui.

Para inspirar | Veja o Documentário The Next Back – A film about the Future of Clothing

Um filme sobre o futuro da moda que explora diversos temas como tecnologia e sustentabilidade. Conversas com a marca Patagônia e Adidas, estúdio XO e BioCouture, consultoria que estuda organismos vivos para cultivar roupas e acessórios.

Confira aqui (em inglês).

Como gerar impactos sociais e promover ações positivas na moda, conheça o Instituto Ecotece

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[Grupo de Mães Oca – um dos 16 grupos apoiados pelo Ecotece]

A relação entre moda e sustentabilidade é um tema recente no país, mas que está gradualmente ganhando importância e visibilidade já que estamos mais informados e conscientes sobre os inúmeros problemas encontrados na indústria da moda atualmente.

Sabemos que precisamos mudar nossa maneira de atuar para construir uma moda que respeita às pessoas e o planeta e, para nos auxiliar nessa transformação surge o Instituto Ecotece que há mais de 10 anos atua com a temática da moda sustentável no país.

O Ecotece acredita que “pode-se abrir caminhos de mudança e tecer um mundo melhor humanizando os processos produtivos e promovendo mais inclusão, satisfação e conexão entre os envolvidos da cadeia da moda: criadores, produtores e consumidores”.

O SDF conversou com a Lía Spínola, diretora do Instituto, para nos contar sobre o trabalho que desenvolvem e como geram impactos sociais e promovem juntamente às marcas, designers e grupos produtivos ações positivas na moda e na vida de cada um.

1.  Poderia nos contar como surgiu o Ecotece e qual a missão do Instituto?

O Instituto Ecotece é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) fundada em 2005, pela jornalista Ana Candida Zanesco que visa gerar soluções criativas na moda por meio da educação e do desenvolvimento de produtos sustentáveis.

Na época a Ana Zanesco trabalhava como assessora de imprensa de um desfile voltado para estudantes, que já não existe mais, o Eco Fashion Brasil. Devido a esse trabalho a Ana foi buscar informações sobre moda e sustentabilidade e percebeu que não existiam ou que eram de difícil acesso, no Brasil não tinha nada sobre o assunto e lá fora ainda era um tema incipiente. Então a Ecotece nasce como um portal que reunia informações, cases, estudos, pessoas, um pouco de tudo relacionando o que significava sustentabilidade e moda, um portal um pouco mais acadêmico.

A missão do Ecotece é construir uma cadeia de moda mais humana e sustentável, que promova a produção e o consumo responsáveis, a proteção do meio ambiente e inclusão social.

2. Como vocês atuam e quais serviços oferecem?

Nesses 11 anos muita coisa aconteceu no Ecotece, deixamos de ser um portal de informação e atualmente trabalhamos desenvolvendo projetos em três frentes de atuação: educação, desenvolvimento de produtos e fomento social.

Na área de educação, no momento, trabalhamos com 3 projetos principais:

·         Comunidade Ecofashion: projeto que usa a moda como um meio facilitador para trabalharmos assuntos complexos junto às crianças das periferias de Mauá e Santo André. Através de oficinas de desenvolvimento de produtos com materiais recicláveis, levantamos esses assuntos, confeccionamos roupas que depois são desfiladas e, por fim acontece uma exposição. São 10 escolas, 300 crianças impactadas, e agora em 2017 vamos ter a exposição do projeto do ano passado e começaremos um novo Comunidade Ecofashion que dobrará de tamanho, trabalharemos com 600 crianças.

·         Renda Renascença, estudamos e promovemos cursos no Instituto já há muitos anos ligados a essa técnica. A proposta é que possamos compreender melhor a técnica da renda e também “popularizar” no sentido de que mais pessoas tenha acesso a esse aprendizado, pois hoje em dia está muito restrito, são mulheres no nordestes já senhoras, enfim tem pouca gente produzindo.

·         Também organizamos palestras e algumas atuações junto às empresas.

A segunda área do Ecotece é o desenvolvimento de produtos e a terceira é o fomento social, essas duas áreas estão superconectadas.

O principal projeto da frente desenvolvimento de produtos é o Ecotece +: a proposta é fazer parcerias com marcas de moda que estejam alinhadas aos nossos valores, como uma consultoria, trabalhamos com essas marcas no primeiro momento, auxiliando nos produtos que irão produzir. Nossos expertises são: a) consultoria de materiais – parcerias e mapeamento com todos fornecedores de matérias-primas brasileiras;

b) desenvolvimento de produtos – producão de modelagem, ficha técnica e graduação;

c) depois que esse produto está pensado e fechado, o Ecotece tem um serviço de gestão produtiva, que está conectado com a nossa terceira frente de atuação, o fomento social.

A gestão produtiva é sempre realizada com a nossa rede de grupos, hoje são 16 grupos apoiados.  São sempre grupos em situação de alguma vulnerabilidade e grupos ligados ao Comércio Justo e a Economia Solidária, sendo uma das principais características a alto gestão.

Hoje, temos dois perfis principais na nossa rede: grupos de mulheres dentro de comunidades carentes e grupos da saúde mental. Cada grupo vai ter uma especialidade distinta, por exemplo, grupo de costura, no qual é dividido por: grupo de malharia, tecido plano e sempre separado por níveis. Tem grupos que já estão em uma fase mais avançada, que costuram muito bem e que conseguem produzir peças mais complexas, e temos também grupos de costura de base que fazem sacolas, por exemplo, que entendemos que é a primeira etapa.

Também temos diversos grupos artesanais, com técnicas de tricô, crochê, renda renascença, tear e técnicas de estampa.

A gente atua com os grupos de duas maneiras:

·         Através de incubações para grupos, com o programa Lab Moda Mais, apoiamos grupos em três frentes principais: a) comercial e negócios – basicamente seria o grupo entender bem o que ele tem de expertise e que nível que está e como ele se conecta com o mercado (perfil de cliente e como chegar nele). Nesse programa temos um módulo com várias etapas que são trabalhadas dentro das incubações ligadas a esse tema; b) a outra frente é ligada a técnica – desenvolvimento para que eles estejam cada vez melhores naquilo que eles fazem; c) e o terceiro assunto é a gestão produtiva – trabalhamos questões como, calendário, qualidade, organização da produção.

Todos os grupos que são incubados continuam na nossa rede, vamos captando demandas específicas para esses grupos, acompanhando a produção e auxiliando o grupo em tudo que for necessário principalmente nos três aspectos mencionados acima.

3. Qual o perfil das marcas que trabalham com o Instituto?

São sempre marcas que a gente acredita que esteja aliada com o que acreditamos e com os nossos valores. Não necessariamente sejam marcas sustentáveis, hoje temos três principais tipos de marcas que chegam até nós:

– Marcas que já tem um DNA sustentável dentro delas há muito tempo, como é o caso da marca Flavia Aranha, parceira Ecotece já há muitos anos.

– Marcas jovens e, é o que tem acontecido bastante nos últimos anos, várias marcas que já nascem com a questão da sustentabilidade, então temos um braço que vai apoiar a implementação dessas marcas novas.  

– Marcas que não são sustentáveis, mas estão começando a repensar seus processos e pouco a pouco estão mudando as suas políticas e a sua cadeia produtiva, por exemplo, o projeto que fizemos com a marca Cavalera.

4. O Instituto Ecotece trabalha há mais de 10 anos com moda sustentável, como vocês analisam a evolução do tema nos últimos anos? Acreditam que está havendo uma mudança no comportamento das pessoas e das empresas?

Eu acredito que estamos evoluindo muito, quando o Ecotece nasceu não existia nenhuma relação entre sustentabilidade e moda, durante vários anos, a gente se aproximou de empresas e indústrias de outros setores, pois o diálogo com a moda era inexistente e muito difícil no começo, não havia abertura.

Então, acredito que as coisas estão mudando muito, acho que primeiro vieram novas marcas, de pessoas que estavam saindo da faculdade ou tinham estudado fora do Brasil, pessoas engajadas querendo lançar marcas e projetos já com esse conceito.

E agora eu vejo também uma mudança nas marcas já estabelecidas, é bastante recente, mas está ganhando poder. Estamos vendo grandes empresas, varejistas, como C&A, com institutos que estão mudando sua missão e focando na questão de sustentabilidade.

Muita coisa tem acontecido e muita coisa ainda vai acontecer, mas ainda estamos engatinhando. Notemos pesquisas aqui no Ecotece que dizem que a moda está 20 anos atrás, em termos de consciência do consumidor, da indústria de alimentos, particularmente acredito que estamos ainda mais longe.

5. Para vocês, qual é o principal problema da indústria da moda atualmente e como o Ecotece colabora para a mudança?

Acho que todos, a indústria da moda é muito complexa, ela é muito grande e há problemas em todas as etapas da cadeia, desde a plantação da matéria-prima até chegar na utilização das roupas pelos consumidores.

Eu acredito que não existe nenhuma solução pré-pronta e que nenhum projeto nem nenhuma empresa vai conseguir lidar com esse assunto na sua totalidade. Então, eu acredito que a mudança está aí entre esses diversos atores, projetos e empresas que estão engajados em atuar em algum ponto dessa problemática.

No caso do Ecotece, já fizemos muitas coisas e atuamos em diversos assuntos e, para os próximos anos, temos como diretriz a atuação na humanização dos processos produtivos, promovendo mais inclusão, satisfação e conexão entre os envolvidos da cadeia de moda, criadores, produtores e consumidores. Então, estamos muito focados nessa conexão das marcas de moda junto aos grupos que produzem, tanto no fortalecimento dessa relação quanto, também trazendo pessoas que de alguma maneira trabalham com moda mas que não conseguem atuar de uma maneira ética ou fortalecida junto a esse mercado.

6. Hoje, fala-se muito sobre comércio justo/fairtrade, porque devemos dar atenção a esse tema? E como saber se uma marca/empresa realmente pratica o Comércio Justo?

Acredito que o Comércio Justo é bastante importante em relação à descentralização do dinheiro, é conseguir distribuir melhor os poderes e as parcerias, levando trabalhos, por exemplo, para as comunidades ou para grupos e empresas menores, mais distantes que estão dentro de comunidades e fomentando mais o empreendedorismo.

O Comércio Justo possui diversas diretrizes de valorização bastante importantes que tem um bom diálogo com a moda.

Agora para saber se uma marca realmente pratica o comércio justo é complicado, certo?! Porque não temos como saber exatamente o que está acontecendo dentro de uma marca, mas quanto mais transparente, contar histórias e demonstrar um pouco do que estão fazendo mais podemos conhecer sobre a marca e seus processos.

No olhar do consumidor é sempre mais complexo, acredito que tem que reparar nas parcerias, por exemplo, quando uma marca se associa ao Ecotece, por exemplo, nós podemos garantir o que está sendo feito dentro do Instituto, tudo está alinhado às políticas do Comércio Justo, não nos associamos com qualquer um.

Mas, claro não temos como garantir que todas as coisas são corretas dentro da marca, porque isso é inviável, porque nem grandes auditores tem como auditar uma marca hoje. Infelizmente ou felizmente vamos ainda pelo bom senso e confiança, porém, infelizmente, não é possível confiar em tudo que as marcas fazem.

7. Para vocês qual a importância da valorização da mão de obra e desenvolvimento de comunidades na indústria da moda?

A importância é que basicamente quando falamos em moda sustentável um dos principais pilares é a valorização das pessoas, e parte dessa questão, não sua totalidade, está ligada também ao dinheiro, a promover boas relações de trabalho, abertura para o diálogo e boas condições de trabalho. Acho que essa é a grande questão.

Em termo de desenvolvimento das comunidades é o que já comentei sobre a descentralização dos recursos.

8. Qual o papel dos consumidores para ajudar a construir uma moda mais justa e sustentável?

Eu acho que temos muito poder como consumidores, às vezes eu penso que temos mais poder como consumidores do que como eleitores, por exemplo. Isso no sentido de que nós estamos fazendo as escolhas com muito mais proximidade. No momento em que você decide ir a uma loja tal, comprar a roupa tal que é feita por tal material, por mais que ainda temos dificuldades de compreender o que está por trás dessa peça, por trás dessa empresa, acho que ainda conseguimos ter mais informações do que, por exemplo, do candidato que vamos votar. A gente entre na loja, pega peça, pode ver o que tem dentro, tem uma etiqueta, falar com os vendedores, com o dono,cada vez mais a mídia e os sites das empresas contam muita coisa.

Para saber mais sobre o Instituto Ecotece e acompanhar seus projetos acesse o site: http://ecotece.org.br e acompanhe suas redes sociais: Instagram e Facebook  

Agenda Junho

Post Agenda Junho Flor
foto: Unsplash

A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, em 1972, o dia 05 de junho como o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data serve para refletirmos sobre a importância de se preservar e respeitar o planeta, mas também para lembrarmos que todos podem ser agentes de mudança para garantir um futuro digno às próximas gerações.

E para celebrar esse dia separamos alguns eventos que incentivam novos caminhos para construirmos juntos uma moda e, um mundo, mais sustentável e justo para todos.

Confira! 🙂

SÃO PAULO

01 a 14.06 | 6ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental | Local: vários locais em SP | Valor: Gratuito | Confira a programação completa no site

03.06 | Sew Sisters – Curso de Costura – Módulo Casa de Pinterest  – Iniciantes | 19h às 22h | Local: Atelier Georgia Halal – R. dos Pinheiros, 339 | Valor: R$450,00 | Saiba mais

05.06 | Moda Sustentável e seus Bastidores: Conhecendo quem faz |19h00 às 22h00 | Piola Jardins – Alameda Lorena , 1765, São Paulo – SP | Valor: Gratuito | Saiba mais

GOIÂNIA

03.06 | Mercado das Coisas | Local: Vila Cultural Cora Coralina | a partir das 15h | Local: Vila Cultural Cora Coralina | Valor: Gratuito | Saiba mais

RIO DE JANEIRO

06.06 | Lançamento loja Pop-Up Malha | 18h às 22h  | Local: Rio Design Leblon – Avenida Ataulfo de Paiva, 270 – Leblon | Valor: Gratuito | Saiba mais

09.06 a 11.06 | Virada Sustentável no Rio de Janeiro 2017 – Maior movimento brasileiro de arte e cultura da sustentabilidade chega à Cidade Maravilhosa e ocupará parques, praças e espaços culturais com diversas atrações e atividades gratuitas | 05h às 19h | Local: vários locais no RJ | Valor: Gratuito | Confira a programação completa no site 

BELO HORIZONTE

10.06 | Feira Breshop – maior feira de brechós e bazares de Belo Horizonte | 09h às 18h | Local: Rua Jaceguai 331, Prado | Valor: Gratuito, mas necessário cadastro | Saiba mais

SALVADOR

19.06 a 23.06 | Curso de Moda para Iniciantes – Como Fazer uma Moda Limpa, organizado por Marina De Luca, estilista, idealizadora do site Moda Limpa e Diretora de Comunicação do Fashion Revolution Brasil | 19:30 hrs às 21:30 hrs | Local: Rua João Gomes, 87, sala 16 C, Freeshop do Rio Vermelho | Saiba mais

SOROCABA

25.06 | Bate-papo para além do consumo com Slow Down Fashion e o Projeto Gaveta | 11hrs | Local: Sesc Sorocaba – Rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade | Valor: Gratuito | Saiba mais

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Um novo olhar sobre como consumir moda

consumo moda

A indústria da moda é a segunda maior poluidora do mundo e a crescente pressão sobre as preocupações ambientais e sociais causadas por processos não-éticos encontrados nesta indústria está levando grandes marcas e empresas do setor a repensarem suas práticas.

Por outro lado, como consumidores a partir do momento que começamos a repensar nossos hábitos percebemos que existem alternativas e novas formas de consumir

A economia compartilhada está ganhando cada vez mais força [plataformas de compartilhamento de carros, casas e músicas já são comuns em nosso dia a dia] e nos permite ter acesso e usufruir de um produto e/ou serviço sem precisar, necessariamente, possuí-lo.

E na moda não é diferente. Muitas iniciativas estão nascendo com esse propósito, seja para trocar, emprestar ou alugar, podemos escolher uma grande quantidade de peças que nos interessam e usar de uma maneira mais econômica e sustentável, assim evitamos o acúmulo de roupas esquecidas no fundo de nossos guarda-roupas.

Uma pesquisa realizada pela Wrap Research, do Reino Unido, afirmou que ao aumentar a vida útil de uma peça de roupa por apenas 3 meses pode levar a uma redução de 5 a 10% na pegada de carbono, água e resíduos.

Se no futuro os recursos naturais se tornarão cada vez mais escassos e caros, o uso de plataformas que incentivam o compartilhamento e trocas serão cada vez mais populares.

É o início de um novo olhar sobre como consumir moda, de menos posse, mais acesso, menos desperdício e mais conexão.

Abaixo listamos algumas iniciativas que adoramos e apoiamos. Confira!

Lucid Bag

Uma comunidade de empréstimo, aluguel e trocas de roupas e acessórios. O projeto acredita que pegar emprestado é um ótimo jeito de evitar compras desnecessárias, além de aumentar a vida útil das peças que estão esquecidas no armário.

Trocaria

Uma plataforma online para a compra, venda e, em breve, troca de itens pré-usados e ‘para sempre amados”. Acreditam e incentivam o consumo consciente e colaborativo da moda por meio da prática da troca e reuso de roupas e acessórios. Também realizam eventos físicos.

Roupateca

Um guarda-roupa compartilhado que funciona por assinatura mensal, acreditam que as pessoas juntas, em rede, são mais importantes que a roupa que consomem. Pessoas e marcas ajudam a construir um acervo vivo, com peças de qualidade e atemporais, que carregam informação de moda e beleza, mas também trazem conexões.

Repassa

Uma comunidade virtual de compra e venda de itens de moda gentilmente usados, que remunera a influência das pessoas.

Projeto Gaveta

Com a ideia inicialmente de difundir o conceito de clothing swap no Brasil, criando uma rede onde os participantes pudessem trocar roupas que não usam mais, hoje o projeto Gaveta é um movimento que incentiva uma moda mais humana, real e sustentável através dos eventos que realizam periodicamente.

Excambo

Acreditam que é nossa responsabilidade olhar para os hábitos do dia-a-dia e escolher a melhor forma de nos relacionarmos com a sociedade e o mundo. O projeto organiza eventos de trocas de tudo aquilo que está parado e que não faz mais sentido guardar prolongando a vida útil de cada produto, além de compartilhar muitas histórias.

Aplicativo Roupa Livre

O aplicativo permite trocar roupas usadas por peças de outras pessoas, funciona como o tinder das roupas, é só curtir uma peça de alguém que curtiu uma sua e combinar a troca.

Trocaderia

É um projeto que promove trocas divertidas. Ele acredita em consumo consciente, moda acessível, eventos animados e em novas chances para os itens que estão parados em armários por aí.

Brick dos Desapegos

É uma feira de moda sustentável que incentiva e fomenta o desapego. Em suas edições congrega expositores de desapegos (pessoas físicas que querem repassar suas pecinhas queridas), brechós itinerantes (pessoas jurídicas) e marcas autorais sustentáveis. Além da venda de vestuário, a cada edição, um conteúdo sobre moda sustentável para debater e refletir.

Trocaí

Um projeto de economia compartilhada que reúne diversas atividades por um consumo mais consciente com objetivo de ajudar as pessoas a repensarem seus hábitos de consumo por um planeta melhor e por um estilo de vida mais sustentável. Desde novembro de 2015, realizam, em São Paulo e outras cidades: feiras de trocas, palestras e workshops, consultorias de moda sustentável e oficinas de educação ambiental.

Espichamos

Uma plataforma online para venda, compra, troca ou doação de itens de crianças e bebês. O projeto foi criado com o objetivo de repensarmos a nossa relação com o consumo, ser consciente, solidário e sustentável.

Saiba mais sobre esses projetos e outras iniciativas que promovem o consumo consciente e sustentável na moda no nosso site –  www.slowdownfashion.com.br.


Referências:

https://www.theguardian.com/sustainable-business/sustainable-fashion-blog/2014/oct/02/how-to-be-fashionable-without-owning-clothes

https://www.businessoffashion.com/articles/fashion-tech/will-the-sharing-economy-work-for-fashion-rent-the-runway-rental

Agenda Maio

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Nos dias 6 e 7 de maio acontecerá, em São Paulo, o Festival Path, maior evento de inovação e criatividade do Brasil.

O Slow Down Fashion estará presente juntamente com a Eloisa Artuso, dao movimento Fashion Revolution Brasil, Luciana Nunes do projeto Lucid Bag e a estilista Flavia Aranha para discutirmos sobre caminhos para um consumo mais consciente e como podemos transformar e construir uma sociedade mais sustentável a partir da moda, seja como consumidores, empresários ou empreendedores, revendo nossos hábitos e ajustando nosso comportamento.

Além do festival separamos vários eventos bacanas que acontecerão esse mês. Confira!

SÃO PAULO

07.05 | Festival Path – Painel: Moda é ser consciente | 16h45 às 17h45 | Local: Centro Cultural Rio Verde – Sala 2 , Vila Madalena | alor: R$ 249,00 – acesso para os dois dias do evento | Saiba mais

06 a 07.05 | Mercado Manual | 10h às 20h | Local: Museu da Casa Brasileira – Av. Faria Lima, 2705 | Valor: Gratuito | Saiba mais

13.05 | Festival Transforma (Arte)sanato | 13h às 21h | Local: Studio Esther

Praça da República, 80, 905 | Valor: R$60,00 | Saiba mais

PORTO ALEGRE

06.05 | MODAUT 002 reúne marcas, debate, música e food trucks  | 14h às 21h |

Local: Área 51 –  Rua Lucas de Oliveira, 894, em Porto Alegre | Valor: Gratuito | Saiba mais

BELO HORIZONTE

06.05 | Junta tudo encontro de Brechós BH – Edição dia das mães | 10h às 18h | Local: TABA Colab – Rua Tabaiares 72, Floresta | Valor: Gratuito | Saiba mais

13.05 | Workshop Casos Perdidos – Alice M – Consultoria de Imagem com Ética | 09h às 13h | Local: Comune Coworking – Av. do Contorno, 7213 – Lourdes | Valor: R$250,00 – inscrições até 06.05 | Saiba mais

RIO DE JANEIRO

20 e 21.05 | Oficina Moda e Desapego com Projeto Gaveta, Mig Jeans e Stúdio Trinca | 10h às 16h | Local: Malha – Rua General Bruce, 274 – São Cristóvão | Valor:R$650,00 | Saiba mais

>> Sabe de algum evento que acontecerá em sua cidade e que incentiva o consumo consciente e a produção local?  Então, escreva para a gente que incluiremos na agenda de eventos do mês <<