Agenda Maio

[Path]_moda_consciente

Nos dias 6 e 7 de maio acontecerá, em São Paulo, o Festival Path, maior evento de inovação e criatividade do Brasil.

O Slow Down Fashion estará presente juntamente com a Eloisa Artuso, dao movimento Fashion Revolution Brasil, Luciana Nunes do projeto Lucid Bag e a estilista Flavia Aranha para discutirmos sobre caminhos para um consumo mais consciente e como podemos transformar e construir uma sociedade mais sustentável a partir da moda, seja como consumidores, empresários ou empreendedores, revendo nossos hábitos e ajustando nosso comportamento.

Além do festival separamos vários eventos bacanas que acontecerão esse mês. Confira!

SÃO PAULO

07.05 | Festival Path – Painel: Moda é ser consciente | 16h45 às 17h45 | Local: Centro Cultural Rio Verde – Sala 2 , Vila Madalena | alor: R$ 249,00 – acesso para os dois dias do evento | Saiba mais

06 a 07.05 | Mercado Manual | 10h às 20h | Local: Museu da Casa Brasileira – Av. Faria Lima, 2705 | Valor: Gratuito | Saiba mais

13.05 | Festival Transforma (Arte)sanato | 13h às 21h | Local: Studio Esther

Praça da República, 80, 905 | Valor: R$60,00 | Saiba mais

PORTO ALEGRE

06.05 | MODAUT 002 reúne marcas, debate, música e food trucks  | 14h às 21h |

Local: Área 51 –  Rua Lucas de Oliveira, 894, em Porto Alegre | Valor: Gratuito | Saiba mais

BELO HORIZONTE

06.05 | Junta tudo encontro de Brechós BH – Edição dia das mães | 10h às 18h | Local: TABA Colab – Rua Tabaiares 72, Floresta | Valor: Gratuito | Saiba mais

13.05 | Workshop Casos Perdidos – Alice M – Consultoria de Imagem com Ética | 09h às 13h | Local: Comune Coworking – Av. do Contorno, 7213 – Lourdes | Valor: R$250,00 – inscrições até 06.05 | Saiba mais

RIO DE JANEIRO

20 e 21.05 | Oficina Moda e Desapego com Projeto Gaveta, Mig Jeans e Stúdio Trinca | 10h às 16h | Local: Malha – Rua General Bruce, 274 – São Cristóvão | Valor:R$650,00 | Saiba mais

>> Sabe de algum evento que acontecerá em sua cidade e que incentiva o consumo consciente e a produção local?  Então, escreva para a gente que incluiremos na agenda de eventos do mês <<

Em um mundo regido pelo excesso como saber se o que já temos é suficiente?

post suficiencia

Busca-se o tempo todo coisas novas que, ao final não dão satisfação. Cada vez temos mais coisas, mas não significa que estamos mais felizes” essa frase do filósofo francês Gilles Lipovetsky não poderia ser mais atual, vivemos em uma sociedade de produção e consumo em excesso e esse modelo está nos levando ao limite.

Se mantivermos estes padrões atuais de comportamento antes de 2050 vamos precisar de duas Terras para nos sustentar, por isso precisamos, urgentemente, mudar nossos hábitos.

O grande problema é que com o modelo econômico atual desconhecemos a moderação e somos levados a acreditar que conseguiremos encontrar a felicidade e aceitação dos outros por meio do que compramos e acumulamos. Se somos constantemente seduzidos a praticar o consumismo, como saber se o que já temos é suficiente? E como conseguiremos alcançar o desenvolvimento sustentável?

É necessário uma mudança de mentalidade pessoal, um despertar da consciência de cada um de nós para compreender que a forma que vivemos hoje é insustentável.

O acúmulo de bens pessoais não é sinônimo de êxito nem de qualidade de vida e muito menos nos traz a felicidade prometida. Além disso estamos em dívida com o planeta, utilizamos os recursos ambientais como se fossem infinitos sem pensarmos nas consequências. Sem contar que ainda existem muitas pessoas que não dispõem nem do básico para a sobrevivência enquanto uma mínima parcela lida com exageros diários.

Enfim, questionar essa cultura do excesso e desperdício é imprescindível atualmente.

As condições econômicas dos últimos dois séculos foram marcadas pelo imperativo do “cada vez mais”. Agora, será necessário empreender uma desmobilização econômica e reinventar uma economia com moderação. Em termos ambientais, isso significa que a suficiência (bem-estar com moderação) deve se aliar à eficiência (uso inteligente dos recursos) e à consistência (harmonia entre indústria e natureza) para que se possa transformar o sistema econômico. “Melhor”, “diferente” e “menos”, eis a trindade da sustentabilidade”, publicação da Fundação Heinrich Böll – Crítica à Economia Verde Impulsos para um Futuro Socioambiental Justo.

Para reinventar uma nova economia é fundamental aprendermos a abrir mão, fazer melhor e diferente. Cada decisão que fazemos gera um impacto e consequências para o meio ambiente e a sociedade.

Segundo a Fundação Heinrich Böll, “precisaremos da eficiência e da proteção dos recursos, assim como de uma política do “menos”, se quisermos que os recursos e a atmosfera sejam suficientes para todas as pessoas terem uma vida digna e sem miséria na Terra. Eficiência, consistência, suficiência e direitos humanos são elementos de uma economia verde, de um bem-estar com moderação”.

Mudança de paradigmas culturais é um processo longo, lento e gradual, mas viver de modo sustentável no futuro será algo tão natural como o consumismo é hoje. A mudança já começou enquanto você lia esse artigo. Agora vamos praticar!

Mais sobre Economia da Suficiência e Sociedade do Bem Estar 

Publicação da Fundação Heinrich Böll – Crítica à Economia Verde Impulsos para um Futuro Socioambiental Justo

Philosophy of Sufficiency Economy


Referências

https://br.boell.org/sites/default/files/ecologia_criticaeconomiaverde.pdf

 http://www.chaipat.or.th/chaipat_english/index.php?option=com_content&view=article&id=4103&Itemid=293

 http://pontoeletronico.me/2015/economia-sustentavel/

 http://www.radarrio20.org.br/index.php?r=conteudo/view&id=12&idmenu=20

 

Agenda Abril

brooke-cagle-38255

O mês de abril é o mês do Fashion Revolution, movimento que tem como objetivo conscientizar os consumidores sobre os verdadeiros impactos ambientais e sociais causados pela indústria da moda no mundo e, ao mesmo, celebrar quem já trabalha na construção de um futuro mais transparente e justo para todos. Para isso, nos dias 24 a 30 de abril várias cidades do Brasil realizarão eventos, oficinas, workshops, entre outras atividades. Confira a programação nas redes sociais facebook , instagram e twitter e vamos juntos fazer parte da Revolução da Moda!

Além disso, vários eventos e cursos acontecerão nesse mês, veja abaixo o que separamos. Aproveite!

RIO DE JANEIRO

06 a 09.04 | Coletivo Carandaí 25 | 13h às 21h | Local: Casa Rosa da Gávea – Rua Marques de São Vicente, 268, Gavea | Valor: Gratuito | Organizado por: @ColetivoCarandai25 | Saiba mais

29.04 | Gaveta no Rio #2 | 12h às 20h | Local: Malha – Rua General Bruce, 274 – São Cristóvão | Valor: Gratuito | Organizado por: @projetogaveta | Saiba mais

SÃO PAULO

08 e 09.04 | Curso Super Intensivo de Costura para Iniciantes | 09h às 17h | Local: Rua Teodoro Sampaio, 1020, Pinheiros | Valor: R$780,00 | Organizado por: @costureirinha | Saiba mais

08.04 | Jardim Secreto Fair na Praça do Bixiga | 11h às 20h | Local: Praça Dom Orione – Rua Treze de Maio, Bixiga | Valor: Gratuito | Organizado por: @jardimsecreto fai | Saiba mais

26.04 | Oficina Beleza Natural | 19h às 22h | Local: Pulsa – Rua Aurélia, 1714 | Valor: R$15,00 | Organizado por: @comamorflorinda | Saiba mais

29.04 | Trocaria na Fashion Revolution Week 2017 |11h às 18h (recebimento das roupas até às 17h) | Local: Unibes Cultural – Rua Oscar Freire, 2500 – Sumaré | Valor: Gratuito (participantes devem confirmar presença e levar 15 peças de roupas) | Organizado por: @trocaria | Saiba mais

CAMPINAS

08.04 | Oficina de Bordado Livre no Bazar do Amor | 10h às 14h | Local: Estúdio Ladrilho – Rua Santo Antonio, 307 | Valor: R$60,00  | Saiba mais

PORTO ALEGRE

09.04 | Brick dos Desapegos | 12h às 19h | Local: Bar Ocidente – Avenida Osvaldo Aranha, 960/1º Andar | Valor: Gratuito | Organizado por: @BrickDeDesapegos | Saiba mais

>> Slow Down Fashion no Festival Path em maio << 

[Path]_moda_conscienteNos dias 6 e 7 de maio acontecerá, em São Paulo, o Festival Path, maior evento de inovação e criatividade do Brasil. 

O Slow Down Fashion estará presente juntamente com a Eloisa Artuso, da Fashion Revolution Brasil, Luciana Nunes do projeto Lucid Bag e a estilista Flavia Aranha para discutirmos sobre caminhos para um consumo mais consciente e como podemos transformar e construir uma sociedade mais sustentável a partir da moda, seja como consumidores, empresários ou empreendedores, revendo nossos hábitos e ajustando nosso comportamento.

Painel: Moda é ser consciente | Local: Pinheiros – São Paulo: Instituto Tomie Ohtake, Praça dos Omaguás, Teatro Cultura Inglesa, Centro Cultural Rio Verde, FNAC e arredores   Saiba mais 

Agenda Março

O Carnaval terminou…é hora de guardar os confetes e as fantasias e começar o ano! Confira os eventos que separamos para iniciar o mês com muita informação sobre moda, consumo consciente e, claro, colocar a mão na massa 🙂

RIO DE JANEIRO

10.03 | SOLTALKS #1 – Bate-papo sobre Upcycling | 19h às 22h | Local: Casa Ipanema – Rua Garcia d’Avila, 77 | Organizado por: Solto | Saiba mais

 BLUMENAU

10.03 | Esquenta Fashion Revolution com discussão sobre o cenário da moda na cidade e no mundo, além de recrutuar e definir possíveis atividades para o Fashion Revolution Week | 19h30 às 22h | Local: Fashion LAB – Engenheiro Paul Werner 79 | Valor: Gratuito | Organizado por: @fash_rev_brasil | Saiba mais

PORTO ALEGRE

12.03 | Esquenta Fashion Revolution com bate-papo sobre o “Impacto do Fashion Revolution no Brasil e no mundo”, feira de moda sustentável – “Brick de Desapegos” e arara solidária | 12h às 19h | Local: Bar Ocidente – Avenida Osvaldo Aranha, 960 | Valor: Gratuito | Organizado por: @fash_rev_brasil | Saiba mais

SALVADOR

18.03 | Esquenta Fashion Revolution – promover um bate-papo sobre como podemos estimular nossa cidade a ser uma capital revolucionária da moda | 15h às 17h | Local: Loja guapa – Shopping Rio Vermelho | Valor: Gratuito | Organizado por: @justamoda.co e @fash_rev_brasil | Saiba mais

SÃO PAULO

12.03 | Consultoria e debate sobre moda sustentável e mini feira de trocas | 12h às 18h | Local: Pipa SP Rua Doutor Alfredo Ellis, 198, São Paulo – SP | Valor: R$30,00 | Organizado por: @trocaí | Saiba mais

18.03 | Feira Crush Brechó + Artes | 13h às 18h | Local: Av. Prof. Melio de Moraes, 1235 | Valor: Gratuito | Organizado por: @_ser.ser | Saiba mais

18.03 | Curso Desafios para uma Moda Sustentável | 10h às 18h | Local: Lab Fashion – Rua Dona Antônia de Queirós, 474 – Sala 16 – Consolação | Valor: R$240,00 | Organizado por: @labfashion | Saiba mais

19.03 | Workshop: Upcycling de roupas – Técnicas Ancestrais de Tingimento | 14h às 17h | Local: Espaço Terapêutico Alecrim Rua Desembargador do Vale, 529, casa | Valor: R$65,00 | Organizado por: @lagartta  | Saiba mais

19.03 | Oficina Impressão Botânica em Têxteis com Flavia Aranha | 10h às 17h | Local: Rua Aspicuelta 224 – Vila Madalena | Valor: R$840,00 com todo material incluso | Organizado por: @flaviaaranha | Saiba mais

20.03 a 24.03 | Curso de Moda para Iniciantes por Marina de Luca, idealizadora do Moda Livre | 19h às 21h30 | Local: Lab Fashion – Rua Dona Antônia de Queirós, n474, sala 16 | Organizado por: @cursodemoda.marinadeluca | Saiba mais

25.03 e 26.03 | Tingimento natural com Hisako Kawakami | 09h30 às 16h30 |  Local: Rua Aspicuelta 224 – Vila Madalena | Valor: R$1480,00 com todo material incluso | Organizado por: @flaviaaranha | Saiba mais

>> Não esqueça! Ainda está no ar a campanha do Fashion Revolution para realização do Fashion Revolution Week 2017. Colabore! <<

Para realização da Fashion Revolution Week 2017, que acontecerá nos dias 24 a 30 de abril, o Fashion Revolution Brasil está com uma campanha de financiamento coletivo no site Benfeitoria e conta com a ajuda de todos os revolucionários da moda para fazer acontecer!

Com o valor arrecadado será possível a produção de 4 grandes eventos nacionais, em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, que contarão com workshops práticos, exposições, exibições de filmes, entre outras atividades.

Para cada contribuição, o Fashion Revolution Brasil preparou várias recompensas. Informações sobre a campanha aqui.

>> Sabe de algum evento que acontecerá em sua cidade e que incentiva o consumo consciente e a produção local?  Então, escreva para a gente que incluiremos na agenda de eventos do mês <<

As mulheres por trás das nossas roupas e que fazem a moda acontecer

POST_DIAMULHER
Imagem:pixabay

O Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 08 de março, é o resultado de uma série de protestos no qual mulheres, principalmente na Europa e nos EUA, reivindicavam melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos. Esses protestos tiveram início no final do século 19 e no início do 20, e, décadas mais tarde, ainda precisamos e – estamos – lutando pelos seus direitos.

Segundo o Relatório Global de Desigualdade de Gênero de 2016, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, a desigualdade de gênero tem diminuído nos últimos anos, porém houve uma desaceleração nos últimos três anos e caso o ritmo dessas transformações continue o mesmo, questões como paridade salarial só serão alcançadas em 169 anos! Desanimador, não?!

Proteger e exigir os direitos das mulheres é sem dúvida mais importante do que nunca e o setor da moda tem uma enorme responsabilidade e poder para promover mudanças positivas. A indústria têxtil e de vestuário é, e tem sido historicamente, uma das indústrias mais dominadas pelas mulheres. Dos estimados 40 milhões de trabalhadores em todo o mundo, cerca de 85% da força de trabalho são do sexo feminino.

Mas porque ainda ignoramos o fato de que apesar desse setor ser amplamente concebido por e para mulheres a moda, muitas vezes, não as trata da maneira como merecem? Vemos constantes abusos e violações presentes no setor, como salários menores que aos trabalhadores do sexo masculino, discriminações, além de assédios e oportunidade apenas em postos de trabalho mais baixos e com pouca perspectiva de promoção.

Dados coletados pelas fábricas da RMG [Ready Made Garment] em Bangladesh apontam que 4 em cada 5 trabalhadores da linha de produção são do sexo feminino, enquanto pouco mais de 1 em cada 20 supervisores é uma mulher.

Nos países como China, Bangladesh e Camboja onde a mão de obra feminina corresponde a 70%, 85% e 90%, respectivamente, o desenvolvimento , econômico e social, dessas mulheres está intimamente ligado às suas condições de trabalho. Se não há valorização, um salário decente e direitos respeitados, essas mulheres não são capazes de sair da pobreza e proporcionar melhores condições para suas vidas e de suas famílias e, consequentemente para a comunidade em que vivem.

Segundo a UNESCO, “As mulheres sempre foram – e permanecem – a influência decisiva na qualidade de vida e bem-estar de suas famílias e comunidades. No entanto, suas necessidades, seu trabalho e suas vozes muitas vezes não são considerados uma prioridade. Como resultado, as mulheres em muitos países não têm acesso igual à educação, saúde, emprego, terra, crédito, tecnologia ou poder político”.

Mas, se as mulheres estão sendo ignoradas e não possuem as mesmas oportunidades que os homens, todo o mundo só tem a perder. Para o Fórum Econômico Mundial é evidente o efeito positivo do aumento da igualdade de gênero no crescimento econômico, afinal as mulheres são a metade da população mundial e estamos desperdiçando esses talentos.

De acordo com o Relatório Global de Desigualdade de Gênero de 2016: “Em todos os países, aproveitar plenamente as capacidades das mulheres abre caminho para otimizar o potencial do capital humano de uma nação”.

Mesmo com todos os desafios, há muitas mulheres que estão se mobilizando em sindicatos e outros movimentos de trabalhadores para eliminar as desigualdades e explorações presentes na indústria da moda. Além disso, vemos muitas marcas e iniciativas que incentivam e empoderam as mulheres buscando gerar mudanças positivas nas comunidades em que vivem e no setor.  Marcas como Raven And Lily, People Tree, Freeset, Indego AfricaCatarina Mina, Bossa Social e Rede Asta são alguns exemplos.

Como consumidores, precisamos avaliar nossas escolhas e o papel que desempenhamos no ciclo de consumo, buscar informações e, claro, apoiar iniciativas e marcas que valorizam a mão de obra feminina, além de exigir mudanças nas leis e nas condições de trabalho do setor. Afinal, não podemos esperar até o ano 2186 para isso acontecer, certo?

Mais sobre o assunto

Documentário “She´s beautiful when she´s angry” 

The women who make your clothes – Labour Behind the Label

“Nada de incêndio na fábrica! Esta é a verdadeira história do 8 de março” – Revista AzMina

10 princípios Fair Trade

Debate sobre status quo e a desigualdade de gênero – Reunião Anual Fórum Econômico Mundial 2017

Princípios ONU de empoderamento das mulheres


Referências

http://reports.weforum.org/global-gender-gap-report-2016/

http://www.modefica.com.br/moda-e-feminismo-dia-das-mulheres/#.WLl9nfkrLIU

http://thenotepasser.com/blog/2015/2/18/empower-women-through-sustainable-fashion

https://www.theguardian.com/sustainable-business/sustainable-fashion-blog/fashion-brands-empowering-women-developing-countries

https://europa.eu/eyd2015/en/fashion-revolution/posts/exploitation-or-emancipation-women-workers-garment-industry

http://www.unesco.org/education/tlsf/mods/theme_c/mod12.html?panel=3#top

http://www.teoriaedebate.org.br/?q=estantes/livros/origens-e-comemoracao-do-dia-internacional-das-mulheres

Faça parte da revolução da moda! Conheça o movimento Fashion Revolution Brasil

3_post_blog
campanha fashion revolution #quemfezminhasroupas #whomademyclothes

Uma das maiores tragédias industriais da história, o desabamento do edifício Rana Plaza que abrigava um complexo de fábricas têxteis em Bangladesh, marcou para sempre a indústria da moda. No dia 24 de abril de 2013, mais de mil trabalhadores morreram após o edifício ruir, tornando-se símbolo do descaso dos direitos de trabalhadores presente no setor.

Logo após essa fatalidade, o movimento global Fashion Revolution nasceu para convidar as pessoas a usarem o poder da moda para mudar a história dos trabalhadores ao redor do mundo, tornando-a uma força para o bem.

“We believe in an industry that values people, the environment, creativity and profit in equal measure. Our mission is to bring everyone together to make that happen” Fashion Revolution.

 O SDF conversou com a Eloisa Artuso, Coordenadora Educacional do Fashion Revolution Brasil, para nos contar um pouco mais sobre a história do movimento e sua atuação no país.

 Vamos fazer parte dessa revolução!

 Conte para a gente como o movimento surgiu e desde quando está aqui no Brasil?

O Fashion Revolution é um movimento global, presente em mais de 90 países, criado pela Carry Somers e Orsola de Castro, que acompanhadas de um grupo de estilistas, acadêmicos, imprensa e ativistas, decidiram dar um basta nas condições degradantes de trabalho escondidas na cadeia produtiva da moda.

O desabamento do Rana Plaza, em Bangladesh, em 24 de abril de 2013, serviu de marco para o surgimento da campanha, que tem como objetivo conscientizar os consumidores sobre os verdadeiros impactos ambientais e sociais causados pela indústria da moda no mundo e, ao mesmo, celebrar quem já trabalha na construção de um futuro mais transparente e  justo para todos. Ele chegou no Brasil através da Fernanda Simon, que, logo no primeiro ano de celebração, em 2014, trouxe a discussão para diferentes eventos de moda, design e sustentabilidade.

Quais são os principais objetivos do Fashion Revolution? E como ele atua?

O movimento surgiu com os objetivos de:

• aumentar a conscientização sobre o verdadeiro custo da moda e seus impactos em

todas as fases do processo de produção e consumo;

• mostrar ao mundo que a mudança é possível através da celebração dos envolvidos na criação de um futuro mais sustentável;

• criar conexões e trabalhar rumo à mudanças de longo prazo, exigindo transparência

na indústria e nos negócios.

O Fashion Revolution atua com bastante força nos canais de comunicação online e também propõe palestras, eventos e ações ao redor do mundo através de 2 grande frentes, a de informação/educação e sensibilização/conscientização.

Vocês acreditam que está havendo uma mudança no comportamento dos consumidores em relação ao consumo de moda? Porque acreditam que isso está acontecendo e como o movimento colabora para essa mudança?

No Brasil, ainda é bastante recente a discussão sobre sustentabilidade e consumo consciente na moda, mas já é possível sentir uma diferença de comportamento consumidor. Ainda são poucos os que realmente se interessam pela origem dos produtos e questionam de fato o que consomem, mas já dá pra notar que esse mercado (independente) está crescendo com rapidez, tanto por vontade das marcas, quanto dos consumidores.

O Fashion Revolution colabora ao incentivar as pessoas a questionarem as marcas sobre a origem de suas roupas (calçados, bolsas, joias e acessórios também valem) e exigirem maior transparência com relação aos seus modelos de negócio. Esse é o primeiro passo para uma abertura de diálogo entre produtor-marca-consumidor, uma maneira de reconectar os elos perdidos em uma cadeia tão complexa como a da moda. Essa pergunta também ajuda a abrir os olhos do consumidor, que passa a ficar mais informado e consciente sobre o que realmente pode estar por trás do que vestimos.

Como vocês avaliam as ações e resultados desde o primeiro ano do movimento?

Os resultados têm sido bastante animadores, o número de pessoas envolvidas com o movimento, seja como colaborador, parceiro ou audiência cresce com bastante rapidez. Só aqui no Brasil, em 2016, tivemos 54 eventos em 29 cidades durante a Fashion Revolution Week (24 a 30 de abril) e a participação de mais de 30 faculdades de moda na campanha, isso sem contar todo o fluxo nas mídias. Além disso, tivemos a ação de conscientização, Fashion Experience, por 2 vezes na cidade de São Paulo, sensibilizando mais de 2 mil pessoas.

O movimento tem uma forte atuação nas instituições de ensino de moda, para vocês, qual a importância da educação e papel dos estudantes para modificar o cenário atual do setor?

O papel da educação é extremamente importante, já que as faculdades são responsáveis pela qualidade de profissionais que entrarão no mercado e passarão a tomar as decisões no futuro, e essas decisões geram consequências para todos. Não se pode fechar os olhos para as questões éticas e de sustentabilidade só porque elas representam desafios para o sistema de mercado vigente, na verdade, elas devem ser encaradas como soluções para o futuro, que depende inteiramente de pessoas bem preparadas para enfrentá-los.

Como as pessoas podem participar do Fashion Revolution?

O movimento é aberto para todos os amantes da moda e aqueles que acreditam no poder de transformação. A maneira mais fácil de participar e apoiar o movimento é postando uma selfie e perguntando à marca que está vestindo: “quem fez minhas roupas?” e usando as hashtags: #whomademyclothes #quemfezminhasroupas #fashrev. Para quem quiser saber mais sobre o movimento, como participar da campanha ou de eventos, podem acompanhar o Fashion Revolution Brasil através das nossas redes sociais:

Facebook: fashionrevolution.brasil

Instagram: @fash_rev_brasil

Twitter: @Fash_Rev_BRASIL

www.fashionrevolution.org

O que vocês esperam do movimento para os próximos anos?

Esperamos que ele continue crescendo e tenha uma vida longa aqui no Brasil e ao redor do mundo, informando, conscientizando e envolvendo cada vez mais consumidores, marcas, indústria, imprensa e governos na a criação de melhores condições de trabalho, processos mais limpos e formas de consumo mais conscientes.

Acompanhe o movimento pelo site www.fashionrevolution.org e suas redes sociais.

>> Fashion Revolution Week 2017 | Brasil <<

 Para realização da Fashion Revolution Week 2017, que acontecerá nos dias 24 a 30 de abril, o Fashion Revolution Brasil está com uma campanha de financiamento coletivo no site Benfeitoria e conta com a ajuda de todos os revolucionários da moda para fazer acontecer!

 Com o valor arrecadado será possível a produção de 4 grandes eventos nacionais, em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, que contarão com workshops práticos, exposições, exibições de filmes, entre outras atividades.

Para cada contribuição, o Fashion Revolution Brasil preparou várias recompensas. Informações sobre a campanha aqui. Colabore 🙂

Sobre sustentabilidade e gratidão

Você conhece a expressão japonesa Mottainai? Tiemi Yamashita, especialista em sustentabilidade nos contou tudo sobre esse conceito.

5-post_blog2
foto por Gaelle Marcel, site unsplash

Já falamos no Blog SDF que hoje tratamos nossas roupas e muitas coisas que compramos como bens descartáveis, gerando quantidades imensas de resíduos e impactos negativos ao planeta. Mas aqui vem mais uma bela razão do porque precisamos repensar essa cultura do use e descarte!

Mottainai, significa “o não desperdício”. Essa expressão japonesa nos ensina a “reconhecer o valor de todos os recursos ao nosso redor e, a partir disso, aproveitar tudo com respeito e gratidão, eliminando o desperdício”.

tiemi-felicidade
Tiemi Yamashita

O SDF conversou com Tiemi Yamashita, referência em Mottainai no Brasil, criadora de projetos inovadores que mesclam responsabilidade socioambiental e desenvolvimento humano como Desafio do Bem e Caia na Real, além de professora convidada nos módulos de sustentabilidade dos cursos de MBA do Biinternational School e pela Faculdade Cásper Libero de São Paulo, para nos explicar esse conceito e como podemos aplicá-lo no nosso dia a dia para consumirmos com mais consciência e sem desperdício.

Primeiramente poderia contar um pouco de sua história e sua relação com o tema sustentabilidade?

Neta de japoneses, cresci dentro de uma cultura em que não se desperdiça nenhum tipo de recurso, pois tudo tem seu valor e precisa ser respeitado e valorizado.  Confesso que eu não entendia e até reclamava de ficar aproveitando a água da chuva, reaproveitando embalagens de margarina, usando roupas que já foram usadas pelos irmãos mais velhos. Mas depois de adulta fui fazer um curso de especialização em Sustentabilidade e descobri que o primeiro passo para praticarmos a sustentabilidade  é eliminar os desperdícios. Entendi que eu já praticava sustentabilidade desde pequena.

O que significa Mottainai e qual sua importância na cultura japonesa? E como ele está relacionado com a sustentabilidade?

Mottainai é uma expressão japonesa que geralmente quer dizer “desperdício” porém, o verdadeiro significado da palavra é MOTTAI –  DIGNO   e NAI – NÃO , ou seja   na verdade o significado é “não ser digno”.

Quando você escuta um japonês dizer “Mottainai”, ele não está simplesmente dizendo “que desperdício”  ele está dizendo “você não está sendo digno deste recurso!”.  Acho que isso é o cerne da sustentabilidade, se nós formos dignos de todos os recursos que possuímos, teremos atitudes mais sustentáveis.

Você acredita que o conceito Mottainai colabora com a vida das pessoas?

Sim, quando entendemos o conceito do Mottainai, passamos a ter escolhas mais conscientes.  Não só entendemos, mas principalmente sentimos os desperdícios e por isso fazemos escolhas  mais  sustentáveis.

Como você analisa o consumo na sociedade atual e como nos relacionamos com o desperdício?

O consumo na sociedade atual é insustentável. Um consumo focado no “TER” para ostentar.  É preciso lembrar que quando se compra algo ele é seu 24 horas por dia e 7 dias da semana. E quanto você de fato usa?  Pensar em sustentabilidade é pensar na usabilidade de tudo o que se consome.

Já faz alguns anos que os temas sustentabilidade e consumo consciente vem ganhando cada vez mais destaque, na sua opinião as pessoas e empresas estão realmente se preocupando com as questões socioambientais? Você acredita que está havendo uma mudança no comportamento das pessoas e das empresas?

Sim, principalmente com a crise econômica que está provocando mudanças em todos os níveis. A falta de dinheiro para comprar as roupas novas, está fazendo com que sejam aceitas novas formas de consumir ou de reaproveitar ou reciclar. As pessoas estão mudando para casas menores e estão tendo que escolher o que realmente importa, percebendo que ter demais também dá trabalho. Tem uma frase que diz assim: Quanto menos eu consumo, percebo que menos eu preciso. Quanto menos eu preciso, mais livre me sinto.

Consumir menos não é se sentir mais pobre ou inferior, é entender que precisamos de menos e consumir menos é libertador.

Como praticar o Mottainai no dia a dia e consumir de forma consciente em um mundo cheio de excessos?

Para praticar o Mottainai é preciso seguir 3 passos simples:

  1. Dar o valor –  Isto é, se perguntar: Qual o real valor deste recurso? Indo muito além do valor monetário. Por exemplo, qual o valor da água para minha vida?

  2. Reconhecer a Cadeia –  Reconhecer que para esse recurso chegar até você, ele passa por uma longa cadeia de extração, produção e comercialização. Um alimento passa por milhares de mãos, dezenas de processos até chegar a sua mesa. Com o objetivo de nos alimentar.

  3. Sentimento de Gratidão –  Depois de dar o valor e reconhecer a cadeia, sentimos gratidão por termos acesso a este recurso, pois muitas pessoas no planeta não tem acesso a recursos básicos.

E como podemos demonstrar Gratidão de forma concreta? Não desperdiçando nada.

Nesse vídeo a Tiemi Yamashita fala um pouco mais sobre consumo consciente e sustentabilidade, vale a pena conferir.

Para saber mais sobre o Mottainai e o trabalho da Tiemi acompanhe seu site e canal no youtube.

Site: www.mottainaisustentabilidade.com.br

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCB7v-F6nkvyV-vNlXqVrMbQ

Email: tiemi@mottainaisustentabilidade.com.br