Agenda Setembro

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Unsplash by Giulia Bertelli

 

A agenda de setembro vem recheada de cursos e oficinas de upcycling, tingimento natural, design de acessórios e outros assuntos relacionados à moda sustentável e a produção artesanal.

Confira a programação completa abaixo.

BELO HORIZONTE 

02.09 | 2º Troca-Troca de Roupas Projeto Muda | 09h às 14h | Local: Rua Alessandra Salum Cadar, 415. Buritis | Incrições aqui.Saiba mais

SÃO PAULO

02 a 03.09 | Mercado Manual no MCB | 09h às 20h | Local: Museu da Casa Brasileira – Av. Faria Lima, 2705 | Valor: Gratuito | Saiba mais

08.09 | Workshop de Upcycling no Galpão COMAS | 09h às 18h | Galpão COMAS – 

Rua Iquiririm, 953, A  | Valor: R$850,00 | Saiba mais

16, 23 e 30.09 | Oficinas de Estamparia e Tingimento Natural por Aiginska | Confira a programação completa aqui.

13.09 a 07.10 | Sew Sisters – Curso de Costura para iniciantes – Turma de Setembro | Local: Atelier Georgia Halal – Rua dos Pinheiros, 339, Pinheiros |Confira a programação completa aqui.

RIO DE JANEIRO

02.09 | Oficina Odyssee, acessórios com história | 10h às 14h | Local:  Espaço Maker – Av. Rio Branco, 39, sl 801, Centro | Valor: R$130 (material + coffee break) | Saiba mais

04 a 15.09 | Curso Upcycling Re-Roupa e IED Rio | 18h30 às 22h30 | Local: IED RJ – Av. João Luis Alves, 13, Urca | Valor: à vista R$ 2.240,00 ou 3x R$ 830,00 | Saiba mais

13.09 | Moda Sustentável, cultivando novas ideias | 15h às 18h | Local: Malha – General Bruce 274, São Cristóvão, Rio de Janeiro | Saiba mais

15.09 | Oficina de acessório, design orgânico e feito a mão com o designer Fernando Bertolini | 17h às 22h | Local: Malha – General Bruce 274, São Cristóvão, Rio de Janeiro | Saiba mais

FLORIANÓPOLIS

30.09 | Oficina de acessório, design orgânico e feito a mão com o designer Fernando Bertolini | 13h às 17h | Local: Espaço de Arte Árvore da Felicidade –  Servidão Bento, 90, Florianópolis | Saiba mais

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Documentário retrata o cenário da moda sustentável e artesanato na América Latina, confira a entrevista com o criador do Moda.Doc

Moda.Doc América Latina nos convida a conhecer o cenário da moda sustentável e artesanal no Brasil e outros países latinos, além de promover soluções reais e já existentes para os problemas da indústria, com base nos quatro pilares da sustentabilidade: social, cultural, ambiental e econômico.

O filme entrevistou nomes importantes e atuantes no setor no Brasil e na América Latina, como Flávia Aranha, Heloísa Crocco e Fernanda Simon, entre outros profissionais.

Uma iniciativa inspiradora que também busca valorizar o artesanato local e possibilitar a reflexão para tornar os consumidores de moda conscientes e responsáveis por suas escolhas.

O SDF conversou com o criador, roteirista e diretor do documentário, Rodrigo Müller.

Rodrigo atua como modelo no mercado nacional e internacional, com formação em Direito Ambiental e Sociologia o faz observar a moda com olhar crítico e, a partir desta observação, tornou-se um defensor da moda ética, responsável e consciente.

 Confira a entrevista abaixo.

1. Poderia contar um pouco sobre você e como surgiu a ideia do documentário?

A ideia do documentário surgiu enquanto em morava em Londres. Lá eu conheci o movimento da moda ética e então resolvi fazer minha parte. Em 2011, voltei para o Brasil e um ano depois, em 2012, comecei minhas pesquisas. No início eu tinha em mente criar um website para conectar marcas éticas da América Latina com jornalistas do mundo todo. Logo depois achei que o trabalho seria mais eficiente se eu registrasse tudo em imagens para mostrar para o mundo. Eu morei no Uruguai, no Chile e estive em outros países da América Latina fazendo as pesquisas. Conversei com muitos profissionais do setor (estilistas, artesãos, jornalistas, professores, ambientalistas) e quando percebi tinha o conteúdo para um filme longa metragem.

2. Qual o principal objetivo do Moda.Doc América Latina?

Este é um filme que tem como objetivo a reflexão sobre o papel da moda e de como o consumidor tem o poder de transformá-la, um filme que busca dar visibilidade às marcas de moda sustentáveis e o artesanato local. Este é o ponto de partida para a transformação da moda na América Latina, que pode e deve se tornar mais ética, limpa, inovadora, original e inteligente, sem deixar de ser lucrativa, pois possui uma enorme riqueza cultural, matéria-prima de qualidade (muitas vezes orgânica), estilistas com muito talento e mão de obra em abundância. O diferencial da moda na América Latina deve ser a sustentabilidade.

3. Quem são e como foram escolhidas as pessoas que participam do filme?

Só entrarão no filme iniciativas e marcas que forem cuidadosamente avaliadas e aprovadas pelo NOMDAL (Núcleo de Organizadores do MODA.DOC AMÉRICA LATINA em conjunto de professores universitários de moda e de profissionais que trabalham nas organizações de moda ética na America Latina). Este grupo foi formado ao longo de anos de pesquisa. É muito importante que apenas empresas idôneas façam parte do documentário.

Já a equipe técnica que fará parte da criação do longa metragem foi montada tendo em vista a ampla experiência de cada profissional em suas respectivas funções na área do cinema e a afinidade com o tema da sustentabilidade.

4. Com a realização do documentário o que pôde perceber sobre o atual cenário da moda na América Latina e como o tema moda sustentável e consumo consciente estão inseridos?

Existe um mundo novo prestes a ser desvendado, são inúmeras iniciativas incríveis acontecendo e ainda não temos conhecimento sobre elas. É perfeitamente possível existir uma indústria da moda que gere lucro e que não cause tanto prejuízo para as pessoas e ao meio ambiente, a marca norte americana Patagonia e muitas outras de menor porte aqui na América Latina nos servem como exemplo.

Usando matéria-prima orgânica, reutilizando ou reciclando materiais temos a oportunidade de reduzir o impacto no meio ambiente. Muitas marcas trabalham em sistema de cooperação com produtores de matéria-prima orgânica. Isto garante a qualidade dos produtos e ajuda a manter viva a cultura e tradição dos trabalhadores locais. O futuro da moda é sem dúvida o feito a mão, tecnologia e sustentabilidade.

5. Como a moda incentiva e valoriza as culturas locais e o trabalho artesanal de cada região?

Muitos estilistas tiveram que criar a sua própria cadeia produtiva na busca de desenvolverem empresas realmente éticas. E isto é muito significativo, algo novo está acontecendo. Até bem pouco tempo não era possível digitar no Google “fornecedores de matéria-prima orgânica para moda” e resultar diversos links para escolha, isto tudo está surgindo agora.

Muitos estilistas tiveram que criar a cadeia produtiva, ir literalmente em busca destes produtores. E este trabalho, mais próximo, traz benefícios para todos. Os produtos ganham em inovação, originalidade e qualidade. Já os produtores de matéria-prima são remunerados de forma justa e fazem parte do processo criativo. Isto gera autoestima para eles e faz com que estas comunidades mantenham suas culturas vivas.

6. Você acredita que está havendo uma mudança no comportamento das pessoas e das empresas na forma como produzir e consumir moda?

Absolutamente, assim como na indústria dos alimentos, na moda a sustentabilidade é cada vez mais relevante. Você já parou para pensar que o maior órgão do corpo humano é a pele? É importante ter cuidado com o que colocamos sobre ela, e este é apenas um dos problemas causados pela indústria da moda convencional.

Existe também todos os problemas socioambientais, o documentário “The True Cost” trata bem sobre estes problemas. Para evoluirmos neste sentido devemos observar três pontos: consumidor, empresa e mídia. A mudança deve acontecer nestes três pontos, mas é o consumidor que pode fazer este processo andar de forma mais rápida.

O consumidor deve sair da influência das mídias e começar a se dar o direito de questionar, pesquisar, escolher e pedir. É ele que, de certa forma, tem o verdadeiro poder. Ele tem o poder da “demanda” e o mercado busca responder à “demanda”. No entanto, este é um ciclo que se retroalimenta no momento em que é o mercado que fornece a informação sobre o consumo sem independência.

7. No site do Moda.Doc vocês comentam que “é urgente realizar um trabalho de educação e sensibilização para o público em geral e desenvolver a noção de consumo consciente” para você, quais são os principais desafios para realizar esse trabalho e como o filme colabora com isso?

Eu descobri sobre o modo de produção “Fast Fashion” quando eu morava em Londres, comecei a me questionar sobre os preços absurdamente baixos e foi aí que entendi como tudo funcionava. Fiquei muito descontente comigo, eu que sempre fui um apaixonado pela natureza e estudei Direito Ambiental por muitos anos, mas, felizmente, eu decidi fazer a minha parte.

O maior desafio até aqui foi sem dúvida começar o projeto sozinho quando quase ninguém queria ouvir falar sobre sustentabilidade na moda. Eu usei todas as minhas economias para viajar e fazer a pesquisa de campo. Toda a fase de pré-produção foi custeada por mim, ou seja, anos investindo todo o meu tempo e dinheiro neste filme.

Eu poderia simplesmente ter feito o que era mais fácil, não o que era correto. Mas que tipo de pessoa seria eu se, mesmo sabendo sobre tudo, não fizesse nada para ajudar na mudança? Este filme é uma resposta da América Latina para o mundo sobre sustentabilidade na moda, e muito mais!

O conteúdo do filme é riquíssimo, há momentos de tensão, mas também há muita sensibilidade e beleza. É realmente um respiro em um mundo tão turbulento como o dos dias de hoje.

Os entrevistados falam abertamente sobre a indústria da moda e sobre a América Latina, muitos deles são personagens conhecidos no cenário mundial, como Livia Firth e Carry Somers.

Portanto, o filme colabora para a evolução da moda e valorização do artesanato na América Latina porque é um retrato isento do que está acontecendo neste setor hoje em nosso continente e vislumbra como ele será no futuro. Informação é a chave para a transformação.

8. O que foi mais interessante descobrir ao fazer o documentário Moda.Doc?

Com certeza foi descobrir que estamos no lugar certo e na hora certa. Estamos vivendo um momento singular na história da humanidade. Temos tudo aqui, precisamos nos descobrir e nos organizar.

9. O que espera para o futuro da moda?

Eu espero que a moda volte a existir. Espero consciência e evolução.

10. Quando será a estreia e onde estará disponível?

O filme estreia em 2018 e estará disponível na internet para que todas as pessoas possam assistir, além de canais fechados é claro. Será feita também uma série para TV e será publicado um livro sobre a moda e o artesanato da América Latina.

Aguardamos ansiosamente a estreia dessa linda e inspiradora iniciativa. Por enquanto, podemos conferir o teaser do filme aqui.

E para acompanhar as novidades do Moda.Doc América Latina acesse o site e siga suas redes sociais, facebook e instagram.

Compras por impulso, como evitá-las?

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Comprar pode melhorar o humor e gera em nosso cérebro um efeito semelhante ao sentido por usuários de drogas. Para Kit Yarrow, psicólogo de consumo baseado em São Francisco e autor do livro ‘Decodificação da nova mente do consumidor’, no instante em que decidimos comprar, nos sentimos bem e há uma onda de emoção positiva, mas depois, pode vir um sentimento de culpa e arrependimento.

Não são as coisas que desejamos, mas sim, é o processo de compra que pode nos deixar viciados. Nós precisamos de mais e temos que voltar para mais.

Segundo a pesquisa “Retail Therapy: A Strategic Effort” [“terapia de varejo: um esforço estratégico”, em tradução livre] realizada em 2016 com mais de mil adultos nos Estados Unidos, a chamada  “terapia de compra” é um comportamento de consumo prevalente e usado como esforço estratégico para melhora do humor. De fato, 96% dos americanos disseram ter comprado algo para se sentir melhor, de acordo com estudo realizado pela ebates.com em 2014 com mais de 1.000 participantes.

Mas os benefícios dessas compras não planejadas geralmente duram pouco. Se comprarmos mais do que devemos ou do que planejamos na tentativa de sanar sentimentos ruins essas mesmas emoções negativas acabam voltando, em forma de remorso e culpa.

“Ao comprar impulsivamente estamos na verdade tentando controlar nossas emoções”, afirma Joanne Corrigan, psicóloga clínica especializada em terapia focada em compaixão e baseada em Sydney, na Austrália.

Pesquisas revelam que quando nos sentimos deprimidos, aflitos, ansiosos ou mal humorados nossa capacidade de autocontrole diminui, aumentando a probabilidade de tomarmos decisões erradas e não planejadas. Isso pode resultar em comportamentos que são mais indulgentes e que proporcionam gratificação imediata para reparar esses sentimentos.

A matéria da BBC Brasil – “O que leva às compras por impulso – e como educar a mente para fugir delas” – nos dá algumas dicas de como evitar esse comportamento:

  • “Você precisa ter uma visão de longo prazo do que realmente vale a pena, mas esse é um ponto que as pessoas têm muita dificuldade para entender: dar peso suficiente a coisas que acontecem não agora, mas no futuro”, Robert Frank, economista da Universidade de Cornell, nos EUA;

  • “Quanto mais você se sentir agradecido em seu dia a dia, mais preparado você vai estar para ter maior controle e resistir a essas tentações quando elas aparecerem”, David DeSteno, professor de psicologia na Universidade de Northeastern em Boston;

  • Se possível, coloque itens em espera e faça a compra no próximo dia;

  • Para evitar ser vítima das estratégias de marketing, pesquise online apenas itens específicos e diminua as visitas aos shoppings;

  • Se pudermos motivar nosso “cérebro passional” – a parte que acalma sentimentos de ansiedade – então não precisamos dar vazão ao impulso e buscarmos esses pequenos estímulos prazerosos de curta duração, Joanne Corrigan, psicóloga clínica especializada em terapia focada em compaixão e baseada em Sydney, na Austrália.

Confira a matéria completa da BBC Brasil aqui.

Mais sobre o assunto:

Estudo “Retail Therapy: A Strategic Effort” por A. Selin Atalay e Margaret G. Meloy.

Matéria BBC –  “Shopping a sale gives you the same feeling as getting high”.

Agenda Agosto

Agenda Agosto
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Confira a agenda dos eventos do mês que incentivam a produção local e o consumo consciente.

Aproveite!

PORTO ALEGRE

05.08 | Brechó de Desapegos visita o Espaço 373 | 12h as 19h | Local: Espaço 373 – Comendador Coruja, 373 | Valor: Gratuito |Saiba mais

19.08 | Brick de Desapegos na CCMQ | 12h as 19h | Local: Casa de Cultura Mário Quintana –  Andradas 736 | Valor: Gratuito | Saiba mais

SÃO PAULO

09.08 | Feira na Rosenbaum – Design Weekend | 11h às 20h |  Local: Rua Cristiano Viana, 224 | Valor: Gratuito | Saiba mais 

12.08 | Fêra Féra XII – pombo pica a 80 km/h | 11h às 23h | Local: Quintal 1620 – Av. doutor Arnaldo,1620 | Valor: Gratuito | Saiba mais

26.08 | Jardim Secreto Fair | 11h às 20h | Local: Praça Dom Orione, Bixiga | Valor: Gratuito | Saiba mais 

26.08 | Oficina de Estamparia Manual em Tecido com Paulo Pinheiro | 14h30 às 17h30 | Local: Ateliê Luiz Masse – Rua Fradique Coutinho, 172, Sobreloja | Valor: R$130,00 | Saiba mais 

SALVADOR

12 e 13.08 | Coreto Hype | 10h às 22h | Local: Canteiro Central do Imbuí | Valor: Gratuito | Saiba mais 

BELO HORIZONTE

12.08 | Quase Tudo Bazar – mais de 500 opções garimpadas nos melhores brechós da zona leste e sul de BH | 10:00 as 18:00 | Local: Rua Professor Raimundo Nonato, 390 Santa Teresa | Saiba mais 

RIO DE JANEIRO

12.08 | Aniversário! 1 ano da MALHA | 12:00 – 22:00 | Local: Rua General Bruce, 274 – São Cristóvão | Valor: Gratuito | Saiba mais 

13.08 | Feira Independente de Qualquer Coisa (8ª edição) | 12:00 – 22:00 | Local: Praça Saenz Peña – Saenz Peña, Tijuca | Valor: Gratuito | Saiba mais

19.08 | Tingimento Natural + técnica japonesa de padronagem Shibori com Maibe Maroccolo | 9h às 12h30 | Local: 2Pateliê  – Rua do Catete, Rio de Janeiro  | Valor: R$390,00 à vista via depósito bancário, ou R$400 parcelado | Saiba mais 


>> Sabe de algum evento que acontecerá em sua cidade e que incentiva o consumo consciente e a produção local?  Então, escreva para a gente que incluiremos na agenda de eventos do mês <<

DROPS SDF #2

 

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As notícias importantes e dicas sobre moda e comportamento desse mês.

Confira o que separamos no Drops SDF 🙂

Ministério do Meio Ambiente abre vagas para cursos nas áreas produção e consumo consciente

O Ministério do Meio Ambiente – MMA está com inscrições abertas para cursos a distância nas áreas de recursos hídricos, agricultura familiar, mudança do clima, produção e consumo sustentáveis, unidades de conservação, igualdade de gênero e outros temas.

Os interessados devem se cadastrar no site do MMA até o dia 28 de julho e escolher um ou mais cursos, que serão realizados sem tutoria. Até o fim do ano, serão abertas 40 mil vagas, incluindo turmas fechadas, realizadas por instituições parceiras.

“A ideia é que sejam desencadeados processos formativos continuados em todo o território nacional, voltados ao fortalecimento da gestão ambiental e ao enfrentamento das problemáticas socioambientais”, afirma a diretora de Educação Ambiental do MMA, Renata Maranhão.

Inscrições gratuitas deverão ser feitas até 28 de julho | Saiba mais aqui.

Curso “Quem fez minhas roupas” – Fashion Revolution e Universidade Exeter  

O SDF apoia o movimento Fashion Revolution [saiba mais sobre o movimento aqui] e acredita que o primeiro passo para a mudança na indústria da moda é entendermos como, por quem, onde e em que condições nossas roupas são feitas.

E é exatamente como encontrar as respostas para essas perguntas que este curso pretende mostrar. Criado pelo Fashion Revolution e a Universidade Exeter, do Reino Unido, o curso propõe ensinar técnicas bem simples para conhecermos melhor sobre nossas roupas e usar essas descobertas para pressionar a indústria da moda a valorizar as pessoas, o meio ambiente, a criatividade e o lucro em igual medida.

A simples pergunta “quem fez minhas roupas?” nos encoraja a pensar de forma diferente sobre o que vestimos e exige das marcas mais transparência e ações efetivas para mudanças em sua cadeia de suprimentos.

O curso é em inglês e ficará disponível de forma gratuita até 30 de julho |Saiba mais aqui.

O descarte de plástico ameaça contaminar permanentemente o meio ambiente, novo relatório analisa impactos dessa produção

Desde a década de 1950, já foram produzidos 8,3 bilhões de toneladas de plástico e estima-se que deverá atingir 34 bilhões até 2050. Considerando que a maioria dessa produção acaba em aterros sanitários ou poluindo continentes e oceanos um novo relatório descobriu que a quantidade total de plástico produzido vai durar centenas, talvez milhares de anos, uma ameaça direta e permanente para o ecossistema.

Segundo o estudo, grande parte do crescimento da produção de plástico tem sido pelo aumento do consumo de embalagens e recipientes descartáveis. Em 2015, dos sete bilhões de toneladas de resíduos de plástico gerados, apenas 9% foram reciclados, 12% incinerados e 79% foram para aterros ou para o meio ambiente.

E esse impacto também está presente na cadeia alimentar humana, segundo estudo realizado pela Universidade Plymouth, Inglaterra, foram encontrados partículas de plásticos em peixes como bacalhau, cavala, crustáceos e moluscos.

“Estamos sufocando cada vez mais os ecossistemas com plástico e estou muito preocupado que pode haver todos os tipos de consequências adversas inesperadas que só vamos descobrir quando seja tarde demais”, disse Roland Geyer, da Universidade da Califórnia e Santa Barbara , que liderou o projeto.

Confira a matéria completa aqui.

Conheça a Orange Fiber, tecido sustentável feito a partir dos resíduos do bagaço da laranja

Desenvolvido e patenteado na Itália, o tecido Orange Fiber é um material inovador produzido a partir do subproduto de suco de frutas cítricas, o chamado “pastazzo”, que normalmente é descartado.

A Orange Fiber, em comparação a outras fibras feitas a partir de celulose (as de madeira ou de bambu), é uma das melhores alternativas, é um tecido de alta qualidade, com um toque macio e luminoso e pode ser tingido e estampado da mesma forma que os tecidos tradicionais.

Salvatore Ferragamo, primeira marca a utilizar comercialmente a Orange Fiber, lançou uma coleção cápsula de blusas, vestidos, calças e lenços.

Saiba mais aqui.

Quatro novos países ratificaram o Protocolo da OIT sobre Trabalho Forçado 

50 for Freedom é uma campanha liderada pela Organização Internacional do Trabalho e por seus parceiros, a Confederação Sindical Internacional e a Organização Internacional dos Empregadores e tem como objetivo conseguir com que 50 países ratifiquem o Protocolo até o final de 2018.

O tratado internacional visa erradicar todas as formas de trabalho forçado no mundo e, durante a Conferência Internacional do Trabalho que aconteceu em Genebra, recebeu o apoio de mais quatro países: Jamaica, Islândia, Suécia e Dinamarca, levando para 17 o número total de ratificações em todo o mundo.

O Protocolo sobre Trabalho Forçado exige que os governos adotem novas medidas destinadas a prevenir todas as formas de trabalho forçado, incluindo o tráfico de pessoas, e a proteger as vítimas e garantir o acesso à justiça e à compensação.

Cerca de 21 milhões de pessoas são vítimas de trabalho forçado em todo o mundo. A OIT estima que esta exploração gere cerca de US $ 150 bilhões anuais em lucros ilícitos.

Conheça mais sobre a campanha aqui.

Para inspirar | Veja o Documentário “A Simpler Way: Crisis as Opportunity”

O documentário faz parte de um experimento de 12 meses criado pelo projeto “The Simpler Way” e acompanha a criação de uma comunidade na Austrália em que alguns voluntários se juntaram para explorar e aprender a viver de uma forma mais simples em resposta às crises globais.

Ao longo de um ano, o filme documenta o processo de aprendizagem e desafios de viver em comunidade e também explora as questões globais que estamos enfrentando ao entrevistar especialistas no tema, como o co-criador de permacultura David Holmgren, cineasta e ativista Helena Norberg-Hodge, ativista mudança climática David Spratt e muitos mais.

“Temos que lidar com este problema como ele realmente é, e é impressionante e difícil. Fingir, caso contrário, que é um problema leve e fácil, que podemos continuar com os negócios como são, que todos podem continuar a só pensar no lucro, que não terá que mudar muito, se pensarmos assim, significa que não conseguiremos chegar na solução que necessitamos. Precisamos de uma realidade brutal a fim de resolver o problema”, David Spratt, autor do livro Climate Code Red.

Um ótimo documentário para aprender e perceber, através de exemplos, que existem outras maneiras de se fazer as coisas. Não há uma fórmula perfeita, mas há melhores alternativas.

Diretores: Jordan Osmond e Samuel Alexander | Confira aqui (em inglês)

Agenda Julho

Post Eventos Junho

No dia 03 de julho o SDF participará do painel “A moda sustentável, um novo agir ao se calçar e se vestir” juntamente com a Eloísa Artuso e Fernanda Simon, da UN Moda Sustentável, e a Lia Spínola, do Instituto Ecotece. O painel faz parte da programação da Feira Francal 2017 que acontece nos dias 02 a 05 de julho no Expo Center Norte em São Paulo.

Além disso, separamos vários eventos bacanas que também acontecerão neste mês. Confira a agenda de julho 🙂

SÃO PAULO

02.07 | Feira Trocaí no Mixcelânia | 11h às 19h | Local: Mixcelânea – R.Mourato Coelho,972, 05417001 São Paulo | Valor: Gratuito |Saiba mais

03.07 | Francal – Painel: A moda sustentável. Um novo agir ao se calçar e se vestir com Michelle Narita, Slow Down Fashion, Eloísa Artuso e Fernanda Simon, UN Moda Sustentável, e Lia Spínola, Instituto Ecotece | 19hrs | Local: Palco Tulipa – Expo Center Norte – Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme | Valor: Gratuito | Saiba mais

06.07 | Brechó Reciclô | a partir das 19h | Ipo Bar – Rua Mota Paes, 32, Lapa | Valor: Gratuito | Saiba mais

08.07 | Feira de Expositores Jardim Secreto no Fest ContraPedal | 14h | Local: Centro Cultural São Paulo  – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso | Valor: Gratuito |Saiba mais

22.07 | Oficina de Bordado Livre, Bastidores Compostos por @contra.ponto | 13h às 16h30 | Local: Espaço Manufatura – R. Rodrigo Vieira, 172 – Jardim Vila Mariana | Saiba mais

BELO HORIZONTE

01.07 | Mega Feira Encontro de Brechós BH | 9h às 18h | Local: Rua Tapirapecó, 1038 – Gameleira | Valor: Gratuito |Saiba mais 

08.07 | Breshop – Encontro de Brechós e Bazares de BH | 09h às 17h | Local: Rua Jaceguai, 331, Prado | Valor: Gratuito com inscrição prévia | Saiba mais

RIO DE JANEIRO

Até 02 de julho | Pop up da Malha convida Lucid Bag | 10h às 22h | Local: Rio Design Leblon – Avenida Ataulfo de Paiva, 270 – Leblon | Valor: Gratuito |Saiba mais

RECIFE

02.07 | Mercado Ourela – Feira Colaborativa | 15h às 19h | Local: Marco Pernambucano Da Moda – Rua Da Moeda | Valor: para participação das trocas e oficinas prévia inscrição aqui | Saiba mais 

 

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DROPS SDF #1

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Quer saber as principais notícias e dicas sobre moda e comportamento desse mês?

Confira o que separamos no Drops SDF 🙂

Programa Sebrae Moda Sustentável 

O Sebrae Rio de Janeiro selecionará 40 microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas do setor da moda – dos segmentos de vestuário, acessórios em couro, calçados, bijuterias e jóias para participarem do programa Sebrae Moda Sustentável.

O objetivo do programa é fomentar e incentivar a adoção de boas práticas sustentáveis no setor, estimulando a competitividade e a inovação dos pequenos negócios de moda no mercado.

Duração: 15 meses (de julho de 2017 a setembro de 2018). Inscrições até: 26 de junho no site do Sebrae. Mais informações aqui.

Google lança plataforma sobre moda e cultura, o We Wear Culture

Desenvolvido pelo Google Arts & Culture a plataforma permite explorar moda, arte, comportamento e cultura através de um acervo gigantesco que contém filmes raros e milhares de imagens que contam três mil anos de história. O projeto é fruto de colaboração com mais de 180 instituições culturais em 42 países, inclusive o Brasil.

Prepare-se para ficar horas explorando esse acervo virtual onde é possível navegar pelas histórias das celebridades e estilistas mais influentes, conhecer os movimentos que surgiram  na Corte de Versalhes até às ruas de Tóquio, descobrir a origem e história das peças que usamos e o impacto na moda, da economia e a criação de empregos até o empoderamento de comunidades.

São mais de 400 exposições e histórias online que compartilham um total de 30.000 fotos, vídeos e outros documentos, Quatro experiências de realidade virtual com peças icônicas da moda e mais de 40 locais com acesso aos bastidores no Google Street View

A plataforma Google Arts & Culture é gratuita e está disponível na web, e no aplicativo para iOS e Android.

H&M, Zara e Mark & Spencer são algumas marcas ligadas à fábricas de viscose altamente poluidoras na Ásia, segundo relatório da Fundação Changing Markets

Apesar da viscose ser considerada uma alternativa sustentável ao algodão e ao poliéster, pois é feita de celulose ou polpa de madeira, a maioria das viscoses modernas são produzidas com um alto índice de químicos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

Uma investigação realizada pela Fundação Changing Markets visitou 10 fábricas na China, Índia e Indonésia, e encontrou danos ambientais graves, incluindo a poluição da água por resíduos contaminados não tratados e poluição do ar. A produção de viscose nessas regiões está contaminando a água fornecida a toda a população e aumentando a possibilidade de risco de câncer.

As marcas alegadas pelo relatório a partir dessas fábricas incluem H & M, Inditex (o proprietário de Zara), Marks & Spencer e Tesco. Segundo o jornal The Guardian, a maioria das marcas contactadas pelo jornal reconheceu que os impactos da produção de viscose são um problema de toda a indústria e dizem que estão explorando maneiras de produzir de forma mais responsável.

Além da contaminação da água, o relatório aponta que a produção de viscose também utiliza químicos pesados – dissulfureto de carbono – que está prejudicando tanto os trabalhadores das fábricas quanto as pessoas que vivem perto delas. Essa toxina tem sido associada a doença cardíaca coronária, defeitos congênitos, doenças da pele e câncer. Outros produtos químicos tóxicos utilizados na produção de viscose incluem hidróxido de sódio (soda cáustica) e ácido sulfúrico.

Confira a reportagem aqui e aqui.

Italiano cria couro feito a partir dos resíduos da produção de vinho

Designer italiano, Gianpiero Tessitore, criou o Wine Leather® (Couro de Vinho), um tecido tão maleável e durável como o couro feito com peles de animais. Após dois anos de estudo e testes o designer conseguiu criar o tecido prensando as fibras vegetais das casas e sementes de uva.

O Wine Leather® é o primeiro produto da empresa VEGEA Company, fundada por Gianpiero em janeiro de 2016 e pode ser usado para fabricação de bolsas, calçados, revestimentos de móveis e para tudo mais que o couro convencional é usado atualmente.

Confira a matéria completa aqui.

Para inspirar | Veja o Documentário The Next Back – A film about the Future of Clothing

Um filme sobre o futuro da moda que explora diversos temas como tecnologia e sustentabilidade. Conversas com a marca Patagônia e Adidas, estúdio XO e BioCouture, consultoria que estuda organismos vivos para cultivar roupas e acessórios.

Confira aqui (em inglês).