DROPS SDF #3

Photo by Flaunter .com on Unsplash
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Confira algumas notícias, eventos e curiosidades do universo da moda e design.

São Paulo sedia a 1ª Semana Brasileira de Moda

Iniciativa do Instituto Brasileiro de Moda (IBModa), a 1ª Semana Brasileira de Moda acontece entre os dias 25 e 29 de setembro, em São Paulo. O evento é resultado de uma agenda que soma ao ponto de partida da iniciativa, o 5º Congresso Internacional de Negócios de Moda (CINM), o Fashion Films Festival (FFF), o Pitch Star US e a Feira Join Makers – realizada em parceria com o site Moda Sem Crise.

O evento está sendo promovido pelo instituto em parceria com os cursos de Têxtil e Moda e de Marketing da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP), no campus da Zona Leste.

“Somos ousados e com tanta coisa, a gente decidiu criar a 1ª Semana Brasileira de Moda. Na segunda, dia 25, a gente está trazendo o 1º Fashion Films Festival. Esse é um festival de filmes publicitários focado em moda. O objetivo de difundir o mundo da moda a partir do ponto de vista da publicidade. E é interessante porque o FFF acontece em muitos lugares, como Berlim [Alemanha], Barcelona [Espanha], Porto [Portugal], Nova York [Estados Unidos], então o festival de Porto está nos apadrinhando. Eles já vinham dizendo que tínhamos trazer o evento para o Brasil. Então decidimos fazer este ano”, diz Luciane.

Confira a programação:

1ª Semana Brasileira de Moda

De 25 a 29 de setembro

Saiba mais aqui.

Fashion Films Festival São Paulo

Dia 25, a partir das 19h

Unibes Cultural – Rua Oscar Freire, 2.500 – Sumaré

Para convidados| Não há taxa para inscrição dos filmes

Para inscrever filme ou assistir aos filmes já inscritos e votar acesse: FFF

5º Congresso Internacional de Negócios de Moda

Dias 26, 27 e 28 de setembro, a partir das 19h30

Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH|USP Leste) – Rua Arlindo Béttio, 1000 – Jardim Keralux, São Paulo – SP

Valor do investimento: R$ 590 ingresso integral; R$ 400 para professor e alunos de escolas parceiras; R$ 215 ouvintes por dia; Alunos e professores da USP estão isentos da inscrição.

Informações e inscrições – confira no site as condições de inscrição: CINM

Pitch Star US + Feira Join Makers

Dia 29 de setembro – Quintal 1620 – – Avenida Dr. Arnaldo 1620

Pitch – a partir das 10h para inscritos

Saiba mais aqui.

Feira Join Makers reúne empreendedores de moda no Quintal 1620 em São Paulo

Dedicada à moda independente e negócios criativos, dia 29 de setembro, no Quintal 1620, acontece a Feira Join Makers. O evento é uma iniciativa do site Moda Sem Crise e do Instituto Brasileiro de Moda – que entre os dias 25 e 29 de setembro, promove a 1ª Semana Brasileira de Moda (SBModa). A feira acontece dentro do contexto da SBModa – evento direcionado a empresários, empreendedores e estudantes com o objetivo de promover debates relacionados à moda e negócios pautando a inovação, criatividade e sustentabilidade.

Os organizadores do evento, site Moda Sem Crise e o IBModa selecionaram marcas autorais de roupas, calçados e acessórios, além de brechós físicos e virtuais.

“Realizar essa feira é um grande desafio, mas também uma oportunidade incrível para colocarmos em prática aquilo que pautamos na plataforma: o fomento dos negócios e o consumo ético e consciente, já que estamos falando de empreendedores que procuram soluções em seus negócios para minimizar impacto econômico, social e ambiental. Estamos descobrindo marcas encantadoras”, afirma Marcela Fonseca, jornalista fundadora e diretora geral do Moda Sem Crise.

Local: Quintal 1620 – Avenida Doutor Arnaldo, número 1.620, Sumaré – SP

Data e horário: Dia 29 de setembro – das 13h às 21h

Entrada gratuita

Saiba mais aqui.

Festival Internacional de Documentários de Moda – Feed Dog Brasil

Entre os dias 21 a 27 de setembro acontece a primeira edição do FEED DOG BRASIL – Festival Internacional de Documentários de Moda,  na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, com entrada gratuita.

O Feed Dog é uma parceria entre os idealizadores do In-Edit Barcelona e os produtores do In-Edit Brasil. O festival tem curadoria da documentarista e jornalista Flavia Guerra e traz 13 títulos nacionais e internacionais que abordam o mundo da moda e da imagem. Além da exibição dos filmes, há também debates, oficinas e uma exposição com fotos do acervo da Agência Fotosite.

O festival conta com uma variedade de documentários bem interessantes, como o filme Out of Fashion, dirigido por Jaak Kilmi e Lennart Laberenz, que mostra o desperdício e os impactos ambientais e sociais da indústria da moda, e o Vivienne Westwood – Do It Yourself! que revela como essa estilista inglesa se tornou uma das grandes mentes criativas do movimento punk. 

Confira a programação completa no site Feed Dog Brasil –  aqui.

Via.

Impressão 3D biodegradável

Comme Des Machines é um estúdio fundado em 2012 que trabalha com a fabricação digital sustentável e desde 2013 estão dedicados a impressão 3D aplicada às indústrias criativas. Alinhados com o sustentável e o local, acreditam que as tecnologias digitais são ferramentas fundamentais na construção de novos paradigmas do futuro.

A impressão 3D não é apenas criativa, é eficiente, revolucionária e sustentável. A personalização e em pequenas escalas não é algo impossível, mas sim, o futuro.

A capacidade de fazer uma pequena quantidade de produtos de alta qualidade está colocando economias de escala em seus pés.

A tecnologia 3D une vantagens de um processo artesanal (flexibilidade e variabilidade) e as vantagens de um processo industrial (possibilidade de fazer pequenas séries). Design, sustentabilidade e fabricação são os conceitos-chave da Comme Des Machines.

Conheça mais sobre o trabalho do estúdio aqui (em espanhol).

Via.

Arquivo digital conta com mais de 85 mil modelos de costuras vintage

Para quem gosta de costura e de moda precisa conferir o acervo da Vintage Patterns Wiki, uma biblioteca virtual que reúne mais de 85 mil modelos de roupas vintage com pelo menos 25 anos de idade. Um passeio incrível pela história da moda.

O projeto colaborativo é um banco de dados – e constantemente atualizado – que organiza os diversos padrões de costura com data anterior a 1992. Você ainda pode encontrar uma lista de fornecedores de moldes, looks sazonais, ilustrações e ainda as roupas clássicas de estrelas do cinema.

O acervo está organizado por década, tipo de vestuário, designer entre outras categorias.

Confira aqui (em inglês).

Via.

Para inspirar | Documentário Histórias Rendadas

Um filme lindo sobre o processo de confecção da renda renascença desenvolvido pelas mulheres no Cariri paraibano.

Inspirado na coleção de inverno 2016 da estilista Fernanda Yamamoto, o documentário mostra o cotidiano do trabalho das mulheres rendeiras da ONG Cunhã Coletivo Feminista.

Diretores: André Seiti e Richner Allan
Confira o documentário completo aqui.

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Tecnologia, Inovação e Moda

 

Post Inovacao
Unsplash by Daria Nepriakhina

 

A tecnologia está revolucionando a maneira como usamos e nos relacionamos com a roupa. Tecidos inteligentes, werables (tecnologias vestíveis) e impressão 3D são algumas das inovações já possíveis no universo da moda.

Mas muito além de focar apenas na super tecnologia, muitos negócios estão  buscando unir inovação, moda e sustentabilidade para encontrar soluções para as questões ambientais enfrentadas pela indústria atualmente.

Já falamos no Blog sobre algumas matérias-primas inovadoras que estão mudando o cenário têxtil e da moda.

E para aprendermos mais sobre inovação e a indústria têxtil, o SDF conversou com a Liliana Rubio, engenheira química, Mestre em Gestão e Execução de Projetos de Inovação e fundadora de PMO Polymer Business Intelligence, escritório de projetos de inovação e do Ecossistema BioSmartTex para o desenvolvimento de projetos desde a criação até o produto final na Moda, que nos conta mais sobre tecidos inteligentes, biomimética e outros conceitos que estão moldando o futuro da moda e outros setores. 

1.   Poderia começar contando um pouco sobre você e seu trabalho?

Sou Innovation Builder, fundadora do PMO Polymer Business Intelligence um Bureau de projetos de inovação sustentável e Economia Circular, também fundadora do Ecossistema BioSmartTex para o desenvolvimento de projetos desde a criação até o produto final na Moda, Saúde & Bem-Estar e Arquitetura.

Sou Engenheira Química de formação e Mestre em Gestão e Execução de Projetos de Inovação e MBA em Gestão de Negócios. Tenho 18 anos de experiência trabalhando com polímeros e desenvolvimento de novos negócios de inovação e especialista em tecidos funcionais e interativos.  Também sou palestrante e colunista internacional em diversas Universidades e principais Congressos na América Latina, EUA e Ásia.

Fui ganhadora do prêmio de inovação Clariant Extra Award sobre pigmentos e aditivos naturais para bi polímeros; recebi menção de honra por negócios inovadores no concurso internacional “Plastic Smog Emissions Closed Loopon” (bio composites from waste micro plastic particles (beads and fibers) e fui patrocinadora e finalista nos concursos “Acelera Brasil” e “SUSTEX na Tunísia” por projetos relativos a Moda sustentável e Inteligente “Smart-Textile”.

2.   Qual a missão dos seus projetos – PMO Polymer Business Intelligence e o Ecossistema Bio Smarttex?

O ecossistema BioSmarttex é um Movimento SMART (referencial contemporâneo orientado a incentivar e desenvolver iniciativas e projetos de alto valor com visão de futuro e qualidade de vida no mundo atual) orientado para a criação e execução ponta a ponta de iniciativas de inovação sustentável e economia circular através de tecidos inteligentes e inteligência wearable (tecnologias vestíveis),  visando soluções nas questões fundamentais do homem contemporâneo e das cidades inteligentes nas áreas de bem-estar, saúde e urbanismo.

O ecossistema BioSmarttex integra uma equipe multidisciplinar das áreas de tecnologia, comunicação, ciências sociais e negócios e desenvolveu três projetos cápsulas de inovação e sustentabilidade chamada de “A Pele do Futuro”.

1. Bem Estar & Saude: A DOR ,  A pele do Futuro

2. Urbanismo & Arquitetura: UTILITAS WALL,  A pele do futuro

3. Fashion, Sports, Entretenimento: IONS, A pele do futuro

3.   Para você como a tecnologia e a inovação colaboram para a construção de uma moda sustentável?

Na Moda sustentável as coleções têm de estar à medida do mundo contemporâneo. Consideramos integrar o desenho inovador e sustentável com tecidos que brilhantemente incorporam novas estruturas de fios, a nanotecnologia, a microencapsulação (é uma tecnologia que permite o revestimento fino de componentes ativos com décimas de mícron até 5000 mícrons numa matriz, estes componentes ativos vão migrando controladamente e gerando algum tipo de efeito tais como os efeitos fitoterapêuticos) e a microelectrónica (é um ramo da eletrônica, voltado à integração de circuitos eletrônicos, promovendo uma miniaturização dos componentes em escala microscópica).

É assim como identificamos grandes origens de visão tecnológica, inovadora e sustentável, por exemplo, no mundo esportivo, nos Jogos Olímpicos da Antiguidade  realizados em Olímpia, na Grécia, do século VIII A.C. ao século V D.C., os atletas competiam nus para ter um maior controle do corpo e atingir seu melhor desempenho, era a pele aquele sofisticado órgão que o permitia, e é a pele que inspirou a origem das fibras inteligentes e interativas e tecidos funcionais embasados no princípio de “O TECIDO NOSSA SEGUNDA PELE” o qual é vigente até nossos dias.

Mas foi no século XIX, onde o  Barão Pierre de Coubertin fundador do Comitê Olímpico Internacional (COI) em 1894 com seu lema “CITIUS – ALTIUS-FORTIUS”, mas rápido, alto e forte, que se consegue consolidar o profundo impacto que a evolução dos tecidos tem tido no desenho e nos avanços tecnológicos fortemente voltados a atingir esse melhor desempenho de nossas funções corporais, físicas, mecânicas e químicas para o desenvolvimento de roupas mais sofisticadas.

A moda sustentável tem nome próprio “eficiência” e alta qualidade dentro de um marco de Economia Circular onde “menos é mais”.

4.   Qual o atual cenário sobre o tema – moda e tecnologia – no Brasil e na América Latina e quais são os principais desafios?

No dinâmico cenário atual, Inteligência e Interatividade são os valores de relevante influência que cimenta o futuro do mundo têxtil e moda, um dos mercados mais promissores no desenvolvimento científico atual, no Brasil, na América Latina e no Mundo.

Como nunca antes, o chamado “e- Têxtil” (termo internacional em inglês relativo a “Electronic textiles” que estão orientados a sistemas integrados dos tecidos com componentes eletrônicos como microcontroladores, sensores) inspira o umbral de uma revolução de materiais e tecnologias sem precedentes que modificará profundamente a forma como abordamos os desafios e megatendências da indústria têxtil e moda direcionando a um mercado inclusivo e interativo onde a funcionalidade e a sustentabilidade prevalecem.

O “e- Têxtil” é o ponto de interseção que incorpora o multidisciplinar e multi setorial em  diversas indústrias tais como a têxtil, cosmético, farmacêutica, saúde e plástico e integra brilhantemente a nanotecnologia com a microeletrônica.  É uma indústria que estatisticamente representa $3 bilhões de dólares com um crescimento anual estimado em 20%, e com um potencial inestimável de evolução nos próximos anos em importantes mercados como moda, arquitetura, saúde e esporte.

Este cenário inovador há fornecido um estoque inesgotável de ideias e soluções engenhosas durante décadas; “e- Têxtil” roupas inteligentes e interativas tem esse foco principal que é mimetizar e potencializar as funções naturais da pele humana, um campo revolucionário de inovação onde fatores como peso, forma, gerenciamento térmico, gerenciamento de umidade, proteção e saúde, e até estado psicológico são altamente relevantes e motivos de estudo.

O futuro das diversas aplicações da indústria “e- Têxtil” centra seus fundamentos nos pilares de conectividade e convergência, incorporando a megatendência Saúde & Bem-Estar, os princípios da Biomimética, os modelos de negócio relativos a customização e personificação,  o desenho eco têxtil, eco eficiente e sustentável. Tudo isso dentro de um cenário multissetorial e interconectado onde o mercado e consumo estão orientados a: Menor Tempo, Menor Esforço, Menor Movimento, o qual reflete em negócios lucrativos e sustentáveis.

O desafio criação, gestão e execução eficiente de ecossistemas voltados ao “e- Têxtil”. Nossa Jornada no Bureau PMO Business Intelligence e nosso Ecossitema BIOSMARTTEX.

5.   Poderia contar um pouco sobre o conceito da Biomimética e a importância de se inspirar na natureza para construção de negócios e produtos sustentáveis?

Depois de 100 anos imersos na revolução industrial se percebe que o mundo construído não está isolado do mundo natural, o mundo está intimamente conectado ao mundo natural.

Novamente, 3.8 bilhões de anos de evolução dos processos naturais para a preservação das espécies e seu hábitat nos ensinam através da biomimética como administrar os negócios sustentavelmente.

A biomimética vai mais longe de produtos ou processos científicos e tecnológicos; ela é âncora na gestão do conhecimento e execução eficiente da inovação sustentável e do empreendedorismo criativo reconstrutivista e não estruturalista. É uma gestão com visão de futuro.

Grandes profissionais de todas as áreas coincidem que a biomimética ultrapassará a biologia molecular, consolidando-se “como a mais desafiadora e importante ciência biológica do século XXI”, alinhada com a preocupação energética e ambiental que garanta nossa sobrevivência, permeando numa cultura com foco na inteligência coletiva das redes de comunicação que incorporaram novas práticas de desenho de um eco desempenho, um Eco Business onde Smart is the new green com caráter multidimensional.

Fina observação de milhares de reações químicas, físicas e mecanismos das espécies naturais que estão interconectadas nas redes através de ciclos que nos conduzem a compreender de que a realidade é complexa e não fragmentada, que tudo é interdependente.

Um reconhecimento dos sistemas vivos, como fontes da “Inovação inspirada na vida”, e exemplo para a incorporação de modelos de criação do DNA, auto regeneração e auto regulação.  Várias empresas com foco no “para o consumidor e o planeta” estão validando o conceito da biomimética e métodos de produção de valor produtos e modelos de negócio sustentavelmente corretos.

A biomimética, o caminho de volta para a exploração das imensas fortalezas naturais, onde o êxito está em Aperfeiçoar, “Observar” e Executar. 

A biomimética é o pilar fundamental para as companhias e grupos de nosso programa de mentoring “Innovation Hunter Lab” no Bureau PMO Business Intelligence.

6.   Em um de seus textos disponíveis no site DressStyle você comenta que “Como nunca antes, moda e arquitetura são o ponto de intersecção entre a inteligência e interatividade; valores relevantes no mundo dinâmico da “Internet das Coisas” com grande potencial para o futuro”, poderia falar mais sobre o papel da moda nesse cenário inovador?

Atualmente no Bureau desenvolvemos o projeto UTILITAS WALL que integra moda e arquitetura dentro do marco do Ecossistema e Economia Circular que tem como objetivo uma proposta de design e alta tecnologia de tecidos funcionais, wearables e recuperáveis.

A funcionalidade, a semiótica, as artes, o desenho são novos referenciais para entendermos a dinâmica da vida e para buscarmos soluções de essência na nova ciência da complexidade onde diversas disciplinas como moda, arquitetura, tecnologia convergem em um sistema interconectado com implicações enormes na gestão da inovação e desenho estrutural.

7.   Qual o papel do consumidor nesse cenário de mudanças?

Nesse cenário super urbanizado e superconectado, por exemplo, no Brasil de acordo com o Instituto de Geografia e Estatística – IBGE 84% da população se concentra em áreas urbanas.  Os estilos de vida, preferências e demandas comportamentais e mercadológicas tornam evidente a urgência em enfrentar as questões relativas a cidades sustentáveis, e ações de estímulo a novos materiais e desenvolvimento tecnológico na indústria, gerando a chamada “Inovação de Valor” que envolve novas estratégias como a Estratégia de Oceano Azul, novas abordagens de marketing como é Modelo SIVA (solução, informação, valor, acesso), novos modelos de negócio como é Ecossistema e Economia Circular.

Nesse cenário TUDO tem de estar baseado com foco “Do consumidor” e não nas velhas práticas de desenvolver produtos e serviços com foco “No consumidor”.  Nesse sentido de interatividade e convergência tem uma megatendência que sinaliza a personificação como um dos pilares onde o consumidor passa de ser um usuário a ser aliado e ator da mudança. A Era das Metrópolis!

8.   O que espera para o futuro da moda?

A moda dentro da Era das Metrópolis e as mega tendências se prevê que seja prática, conveniente, convergente e multifuncional!

 Liliana Rubio explica um pouco mais sobre o assunto nos vídeos abaixo, confira.

Smart Moda, Saude&BemEstar Smart arquitetura  

Para saber mais sobre o trabalho da Liliana Rubio confira seus textos na revista eletrônica Dress Style e acompanhe seus projetos no Facebook.

DROPS SDF #2

 

Post Drops 2
Photo by Lauren Mancke on Unsplash

As notícias importantes e dicas sobre moda e comportamento desse mês.

Confira o que separamos no Drops SDF 🙂

Ministério do Meio Ambiente abre vagas para cursos nas áreas produção e consumo consciente

O Ministério do Meio Ambiente – MMA está com inscrições abertas para cursos a distância nas áreas de recursos hídricos, agricultura familiar, mudança do clima, produção e consumo sustentáveis, unidades de conservação, igualdade de gênero e outros temas.

Os interessados devem se cadastrar no site do MMA até o dia 28 de julho e escolher um ou mais cursos, que serão realizados sem tutoria. Até o fim do ano, serão abertas 40 mil vagas, incluindo turmas fechadas, realizadas por instituições parceiras.

“A ideia é que sejam desencadeados processos formativos continuados em todo o território nacional, voltados ao fortalecimento da gestão ambiental e ao enfrentamento das problemáticas socioambientais”, afirma a diretora de Educação Ambiental do MMA, Renata Maranhão.

Inscrições gratuitas deverão ser feitas até 28 de julho | Saiba mais aqui.

Curso “Quem fez minhas roupas” – Fashion Revolution e Universidade Exeter  

O SDF apoia o movimento Fashion Revolution [saiba mais sobre o movimento aqui] e acredita que o primeiro passo para a mudança na indústria da moda é entendermos como, por quem, onde e em que condições nossas roupas são feitas.

E é exatamente como encontrar as respostas para essas perguntas que este curso pretende mostrar. Criado pelo Fashion Revolution e a Universidade Exeter, do Reino Unido, o curso propõe ensinar técnicas bem simples para conhecermos melhor sobre nossas roupas e usar essas descobertas para pressionar a indústria da moda a valorizar as pessoas, o meio ambiente, a criatividade e o lucro em igual medida.

A simples pergunta “quem fez minhas roupas?” nos encoraja a pensar de forma diferente sobre o que vestimos e exige das marcas mais transparência e ações efetivas para mudanças em sua cadeia de suprimentos.

O curso é em inglês e ficará disponível de forma gratuita até 30 de julho |Saiba mais aqui.

O descarte de plástico ameaça contaminar permanentemente o meio ambiente, novo relatório analisa impactos dessa produção

Desde a década de 1950, já foram produzidos 8,3 bilhões de toneladas de plástico e estima-se que deverá atingir 34 bilhões até 2050. Considerando que a maioria dessa produção acaba em aterros sanitários ou poluindo continentes e oceanos um novo relatório descobriu que a quantidade total de plástico produzido vai durar centenas, talvez milhares de anos, uma ameaça direta e permanente para o ecossistema.

Segundo o estudo, grande parte do crescimento da produção de plástico tem sido pelo aumento do consumo de embalagens e recipientes descartáveis. Em 2015, dos sete bilhões de toneladas de resíduos de plástico gerados, apenas 9% foram reciclados, 12% incinerados e 79% foram para aterros ou para o meio ambiente.

E esse impacto também está presente na cadeia alimentar humana, segundo estudo realizado pela Universidade Plymouth, Inglaterra, foram encontrados partículas de plásticos em peixes como bacalhau, cavala, crustáceos e moluscos.

“Estamos sufocando cada vez mais os ecossistemas com plástico e estou muito preocupado que pode haver todos os tipos de consequências adversas inesperadas que só vamos descobrir quando seja tarde demais”, disse Roland Geyer, da Universidade da Califórnia e Santa Barbara , que liderou o projeto.

Confira a matéria completa aqui.

Conheça a Orange Fiber, tecido sustentável feito a partir dos resíduos do bagaço da laranja

Desenvolvido e patenteado na Itália, o tecido Orange Fiber é um material inovador produzido a partir do subproduto de suco de frutas cítricas, o chamado “pastazzo”, que normalmente é descartado.

A Orange Fiber, em comparação a outras fibras feitas a partir de celulose (as de madeira ou de bambu), é uma das melhores alternativas, é um tecido de alta qualidade, com um toque macio e luminoso e pode ser tingido e estampado da mesma forma que os tecidos tradicionais.

Salvatore Ferragamo, primeira marca a utilizar comercialmente a Orange Fiber, lançou uma coleção cápsula de blusas, vestidos, calças e lenços.

Saiba mais aqui.

Quatro novos países ratificaram o Protocolo da OIT sobre Trabalho Forçado 

50 for Freedom é uma campanha liderada pela Organização Internacional do Trabalho e por seus parceiros, a Confederação Sindical Internacional e a Organização Internacional dos Empregadores e tem como objetivo conseguir com que 50 países ratifiquem o Protocolo até o final de 2018.

O tratado internacional visa erradicar todas as formas de trabalho forçado no mundo e, durante a Conferência Internacional do Trabalho que aconteceu em Genebra, recebeu o apoio de mais quatro países: Jamaica, Islândia, Suécia e Dinamarca, levando para 17 o número total de ratificações em todo o mundo.

O Protocolo sobre Trabalho Forçado exige que os governos adotem novas medidas destinadas a prevenir todas as formas de trabalho forçado, incluindo o tráfico de pessoas, e a proteger as vítimas e garantir o acesso à justiça e à compensação.

Cerca de 21 milhões de pessoas são vítimas de trabalho forçado em todo o mundo. A OIT estima que esta exploração gere cerca de US $ 150 bilhões anuais em lucros ilícitos.

Conheça mais sobre a campanha aqui.

Para inspirar | Veja o Documentário “A Simpler Way: Crisis as Opportunity”

O documentário faz parte de um experimento de 12 meses criado pelo projeto “The Simpler Way” e acompanha a criação de uma comunidade na Austrália em que alguns voluntários se juntaram para explorar e aprender a viver de uma forma mais simples em resposta às crises globais.

Ao longo de um ano, o filme documenta o processo de aprendizagem e desafios de viver em comunidade e também explora as questões globais que estamos enfrentando ao entrevistar especialistas no tema, como o co-criador de permacultura David Holmgren, cineasta e ativista Helena Norberg-Hodge, ativista mudança climática David Spratt e muitos mais.

“Temos que lidar com este problema como ele realmente é, e é impressionante e difícil. Fingir, caso contrário, que é um problema leve e fácil, que podemos continuar com os negócios como são, que todos podem continuar a só pensar no lucro, que não terá que mudar muito, se pensarmos assim, significa que não conseguiremos chegar na solução que necessitamos. Precisamos de uma realidade brutal a fim de resolver o problema”, David Spratt, autor do livro Climate Code Red.

Um ótimo documentário para aprender e perceber, através de exemplos, que existem outras maneiras de se fazer as coisas. Não há uma fórmula perfeita, mas há melhores alternativas.

Diretores: Jordan Osmond e Samuel Alexander | Confira aqui (em inglês)